quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Conmebol divulga datas e horários dos jogos da Taça Libertadores

A Conmebol divulgou nesta terça-feira a tabela completa, com datas e horários, da Taça Libertadores de 2011. Entre os times brasileiros já confirmados na fase de grupos, a primeira estreia é do Fluminense, que joga às 22h no dia 9 de fevereiro (uma quarta-feira), em casa, contra o Argentinos Juniors. Se o Corinthians passar pela fase prévia (que terá partidas nos dias 26 de janeiro e 2 de fevereiro), entrará em campo também no dia 9 de fevereiro.


Fase prévia:

26/01 (quarta-feira), 22h - Corinthians x Deportes Tolima-COL
26/01 (quarta-feira), 22h - Liverpool-URU x Grêmio
02/02 (quarta-feira), 22h - Deportes Tolima-COL x Corinthians
02/02 (quarta-feira), 22h - Grêmio x Liverpool-URU

Grupo 2:

17/02 (quinta-feira) - Liverpool-URU ou Grêmio x Oriente Petrolero-BOL
24/02 (quinta-feira), 23h45m - Junior Barranquilla-COL x Liverpool-URU ou Grêmio
03/03 (quinta-feira) - Liverpool-URU ou Grêmio x León de Huánuco-PER
15/03 (terça-feira), 17h - León de Huánuco-PER x Liverpool-URU ou Grêmio
05/04 (terça-feira) - Liverpool-URU ou Grêmio x Junior Barranquilla-COL
14/04 (quinta-feira), 22h45m - Oriente Petrolero-BOL x Liverpool-URU ou Grêmio

Grupo 3:

09/02 (quarta-feira), 22h - Fluminense x Argentinos Juniors-ARG
23/02 (quarta-feira), 21h50m - Fluminense x Nacional-URU
02/03 (quarta-feira), 21h50m - América-MEX x Fluminense
23/03 (quarta-feira), 21h50m - Fluminense x América-MEX
06/04 (quarta-feira), 21h45m - Nacional-URU x Fluminense
20/04 (quarta-feira), 21h50m - Argentinos Juniors-ARG x Fluminense

Grupo 5:

15/02 (terça-feira), 22h45m - Deportivo Táchira-VEN x Santos
02/03 (quarta-feira), 19h30m - Santos x Cerro Porteño-PAR ou Deportivo Petare-VEN
16/03 (quarta-feira), 19h30m - Colo Colo-CHI x Santos
06/04 (quarta-feira), 21h45m - Santos x Colo Colo-CHI
13/04 (quarta-feira) - Cerro Porteño-PAR ou Deportivo Petare-VEN x Santos
20/04 (quarta-feira), 19h30m - Santos x Deportivo Táchira-VEN

Grupo 6:

16/02 (quarta-feira), 22h - Emelec-EQU x Internacional
23/02 (quarta-feira), 19h30m - Internacional x Jaguares-MEX ou Alianza Lima-PER
16/03 (quarta-feira), 19h30m - Jorge Wilstermann-BOL x Internacional
30/03 (quarta-feira), 21h50m - Internacional x Jorge Wilstermann-BOL
06/04 (quarta-feira) - Jaguares-MEX ou Alianza Lima-PER x Internacional
19/04 (terça-feira), 20h15m - Internacional x Emelec-EQU

Grupo 7:

09/02 (quarta-feira) - Corinthians ou Deportes Tolima-COL x Guaraní-PAR
16/02 (quarta-feira), 22h - Cruzeiro x Estudiantes-ARG
22/02 (terça-feira), 19h15m - Cruzeiro x Guaraní-PAR
23/02 (quarta-feira), 21h50m - Estudiantes-ARG x Corinthians ou Deportes Tolima-COL
02/03 (quarta-feira) - Corinthians ou Deportes Tolima-COL x Cruzeiro
16/03 (quarta-feira), 21h50m - Cruzeiro x Corinthians ou Deportes Tolima-COL
30/03 (quarta-feira) - Corinthians ou Deportes Tolima-COL x Estudiantes
31/03 (quinta-feira), 19h30m - Guaraní-PAR x Cruzeiro
13/04 (quarta-feira), 21h50m - Estudiantes-ARG x Cruzeiro
13/04 (quarta-feira), 21h50m - Guaraní-PAR x Corinthians ou Deportes Tolima-COL


CBF oficializa unificação dos títulos e torna Palmeiras e Santos octocampeões

A CBF anunciou oficialmente em seu site que aceitou o dossiê dos clubes brasileiros que pedem a unificação dos títulos nacionais no período de 1959 a 1970. Segundo a entidade, o presidente Ricardo Teixeira fará a divulgação para a imprensa nesta quarta-feira.

OS TÍTULOS INCLUÍDOS

TAÇA BRASIL

1959 – Bahia

1960 – Palmeiras

1961 – Santos

1962 – Santos

1963 – Santos

1964 – Santos

1965 – Santos

1966 – Cruzeiro

1967 – Palmeiras

1968 – Botafogo

"ROBERTÃO" e TAÇA DE PRATA

1967 – Palmeiras

1968 – Santos

1969 – Palmeiras

1970 – Fluminense


* Notícia publicada no UOL Esporte, em 22/12/2010, às 01h19: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2010/12/22/cbf-oficializa-unificacao-dos-titulos-brasileiros-de-1959-a-1970.jhtm 

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Morre Enzo Bearzot, técnico da seleção da Itália em 82


O técnico da seleção de futebol da Itália que fez a equipe ser campeã no Mundial da Espanha, em 1982, Enzo Bearzot, morreu aos 83 anos depois de uma longa enfermidade, informou nesta terça-feira o canal local "Sky Sport 24".

Treinador entre 1977 e 1986 da equipe italiana, Bearzot levou o time à vitória na Copa espanhola com um grupo que contava com nomes como Paolo Rossi e Dino Zoff.

Pela segunda fase, despachou o Brasil de Zico, Sócrates e Falcão no episódio que terminou sendo conhecido como a "tragédia do Sarriá" --nome do estádio palco do jogo disputado em Barcelona.

Como jogador, atuou a maior parte de sua carreira na Inter de Milão e no Torino, e, como técnico, dedicou sua vida às equipes nacionais de seu país, primeiro nas categorias inferiores e depois como assistente da principal, antes de virar técnico oficial.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Definidos os jogos da fase prévia e os grupos da Libertadores 2011

Fase Prévia

Jogo 1: CORINTHIANS (BRA) x Tolima (COL)
Jogo 2: Jaguares (MEX) x Alianza Lima (PER)
Jogo 3: Cerro Porteño (PAR) x Dep.Petare (VEN)
Jogo 4: Union Española x Bolívar (BOL)
Jogo 5: Independiente (ARG) x Dep.Quito (EQU)
Jogo 6: GRÊMIO (BRA) x Liverpool (URU)

Grupos

Grupo 1: U.San Martin (PER) / Libertad (PAR)/ Once Caldas (COL)/ San Luis (MEX)

Grupo 2: Junior Barranquilla (COL)/ Oriente Petrolero (BOL)/ Léon de Huánuco (PER)/ Venc. Jogo 6 

Grupo 3: Argentino Jrs. (ARG)/ Nacional (URU)/ FLUMINENSE (BRA)/ América (MEX)

Grupo 4: Caracas (VEN)/ Un.Católica (CHI)/ Velez Sarsfield (ARG)/ Venc. Jogo 4

Grupo 5: SANTOS (BRA)/ Colo Colo (CHI)/ Dep.Táchira (VEN)/ Venc. Jogo 3

Grupo 6: INTERNACIONAL (BRA)/ Jorge Wilstermann (BOL)/ Emelec (EQU)/ Venc. Jogo 2

Grupo 7: Estudiantes (ARG)/ Guaraní (PAR)/ CRUZEIRO (BRA)/ Venc. Jogo 1

Grupo 8: LDU (EQU)/ Peñarol (URU)/ Godoy Cruz (ARG)/ Venc. Jogo 5

Elias troca o Corinthians pelo Atlético de Madri

Elias chega a Madri para exames e assinatura e fala em voltar daqui a 8 anos

O meio-campo brasileiro Elias, primeira contratação do Atlético de Madri neste mercado de inverno do hemisfério norte, chegou à capital da Espanha, onde passará esta segunda-feira por exame médico e assinará um contrato pelas próximas quatro temporadas e meia com o clube.

Internazionale, campeã do mundo


A Internazionale, sem dar chances à zebra, bateu o Mazembe na final do Mundial de Clubes, em Abu Dhabi. A superioridade técnica e tática foi gigantesca. Enquanto a equipe africana se esforçava, em vão, para produzir lampejos de seu estilo de velocidade e força, a equipe de Milão dominava o meio-campo, construía jogadas perigosas no ataque e não deixava que o adversário chegasse com perigo ao gol de Julio César. Aliás, o goleiro brasileiro participou muito pouco da partida, cujos principais destaques foram Eto’o e Zanetti.

Antes dos 15 minutos, Pandev marcou o primeiro, após ótima assistência do camaronês Eto’o que, dois minutos depois, ampliou o placar. Aos 40 dos segundo tempo, Bibiany fechou o escore. Final, Internazionale 3 a 0 sobre o Mazembe, do bom atacante Kimwaki e do folclórico, mas também competente, goleiro Kidiaba.



 
Em tempo:

Além de Júlio César, Maicon, Lúcio e Phillipe Coutinho, também seja o caso de Thiago Motta também ser considerado um “selecionável”. Pelo menos, bem que Mano Menezes poderia testá-lo.

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Diferentemente do que foi dito por Milton Leite durante a transmissão da Sportv, este não foi o primeiro Mundial de Clubes disputado por Samuel Eto’o. O atacante camaronês disputou o torneio realizado no Brasil, em 2000, com a camisa do Real Madrid.

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Considerando o formato atual, em que todos os continentes estão representados, a Europa superou a América do Sul em conquistas de Mundiais. São três títulos para nós (aliás, os três com brasileiros: Corinthians, São Paulo e Internacional) e quatro para os europeus (Milan, Manchester United, Barcelona e Internazionale). Considerando também o título intercontinental, Europa e América estão empatados com 25 títulos cada um e a Inter de Milão se junta ao grupo dos tricampeões ao lado de São Paulo, Boca Juniors, Real Madrid, Peñarol e Nacional do Uruguai. O Milan é o único tetracampeão.

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O Mundial de Clubes do ano que vem sai dos Emirados Árabes Unidos e volta ao Japão.

JFQ

Despedidas em 2010

O ano de 2010 marcou o fim de três brilhantes carreiras no mundo do futebol: Willian, zagueiro e capitão do Corinthians, Carlos Eugênio Simon, árbitro brasileiro que apitou em três Copas, e Roberto Carlos Abbondanzieri, goleiro reserva do Internacional e muitas vezes campeão com a camisa do Boca Juniors.


Para saber um pouco mais sobre as carreiras dos ora aposentados Willian, Simon e Abbondanzieri, clique nos links abaixo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Machado_de_Oliveira
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Eug%C3%AAnio_Simon
http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Abbondanzieri

O Brasileirão de 1907

Paulo Vinicius Coelho


O livro "História do Futebol no Brasil" foi publicado por Thomaz Mazzoni em 1950. Lá está descrita a criação do Campeonato Brasileiro:

"Em 23 de julho de 1907, informava a imprensa de São Paulo que à Liga havia sido solicitado, por parte da Metropolitana, o seu apoio para a constituição de um Campeonato Brasileiro de Futebol, que seria disputado entre os selecionados carioca e paulista. Após trocas de ideias entre os interessados, esse Campeonato foi levado a efeito, tendo sido disputada a Taça Brasil, oferta do sr. Presidente da República."

Mazzoni refere-se à criação do Brasileiro de Seleções, disputado oficialmente entre 1923 e 1963. Ops... Houve a edição de 1907, descrita acima, vencida por São Paulo e jamais incorporada à lista de campeões brasileiros.

Sim, Campeonato Brasileiro. Era assim que se chamava o esquecido torneio de seleções que marcou o futebol deste país antes dos torneios de clubes. Quer ver: "No final de agosto aconteceu o primeiro jogo da série melhor de três que apontaria o campeão brasileiro de 1931", escreve André Ribeiro em "Diamante Eterno - Biografia de Leônidas da Silva".

Nesta semana, o Brasil se esgoelou para discutir se a lista dos campeões da Taça Brasil e do Robertão deve ser incorporada à de campeões brasileiros. Perceba que a luta não é pela história. É clubística.

Há argumentos pífios como: "Quer dizer que o futebol brasileiro só começou em 1971? Que Pelé nunca foi campeão brasileiro?". Para os que defendem a unificação (eu não defendo!), devo entender que o futebol começou no Brasil em 1959? Que Leônidas nunca foi campeão brasileiro? Ora...

O futebol chegou ao Brasil em 1894, teve seu primeiro torneio em 1902 (o Paulista) e vários outros depois, com nomes e valores diferentes, cada um em sua época. O historiador pode afirmar que o Santos ganhou cinco Taças Brasil, um Robertão e dois Brasileiros. O torcedor precisa dizer que são oito Brasileiros. Se não conhece a história, o número não tem nenhum valor.

Pelé deverá ser o garoto-propaganda da unificação, na quarta, com suas seis medalhas de campeão. Poderá dizer que marcou 34 gols em Brasileiros, 36 em Robertões, 19 em Taças Brasil, um total de 99, ou 91 gols a menos do que Roberto Dinamite.

O debate deveria servir para espalhar toda a história desde o Campeonato Brasileiro de 1907, aquele de seleções. Só o debate poderia legitimar a unificação.


* Publicado na Folha de S.Paulo, em 19/12/2010.

Rivalidades

Não são apenas os gremistas que, com muita eficiência, tantaram secar seus arquirrivais no Mundial de Clubes da FIFA. Logo no começo da partida final entre Internazionale e Mazembe, um torcedor do Milan invadiu o gramado. Em vão: o rival de Milão confirmou a condição de favorito e levantou a taça.


Pouco antes, na partida do Internacional contra o Seongnam, foi vista uma faixa nas arquibancadas, em resposta às provocações gremistas: "Terceiro sim. Segunda nunca". Lembrando: diferentemente do Colorao, o Grêmio já foi rebaixado para a segunda divisão do campeonato brasileiro. 

JFQ

Menos mau


O Internacional encerrou sua participação no Mundial de Clubes de forma melancólica, porém briosa. O time de Porto Alegre mostrou desde o início que não aceitaria um novo revés frente à zebra da ocasião, o Seongnam, da Coreia do Sul. Mesmo sem esconder a desmotivação no começo da partida, o Inter impôs ao adversário, evidentemente inferior. Após o gol de Tinga o jogo passou a ser um verdadeiro passeio. 

À  fragilidade técnica e tática, o time coreano ainda somava uma marcação excessivamente faltosa, o que provocou a expulsão de um jogador. Ou seja, com um a menos, os quatro gols aplicados pelo Colorado foram pouco. No entanto, dado o relaxamento no final, quando até o goleiro Renan foi substituído pelo goleiro argentino Abbondanzieri, em sua última partida na carreira, o Seongnem aproveitou-se e fez dois gols, ambos marcados pelo ex-santista Molina.

Final, Inter 2 a 0, e o sabor amargo da surpresa pelo primeiro jogo. Por outro lado, a esperança de que em 2011 uma nova conquista da Libertadores renove as esperanças pelo bi do mundo.

JFQ

Oitavas da Liga dos Campeões da Europa

Foram sorteados os jogos das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa (ver abaixo). Destaque para Arsenal x Barcelona  e Internazionale x Bayern Munique, reeditando a final do ano passado.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sem zebra desta vez



Ao contrário do Inter brasileiro, a Inter italiana confirmou sua condição de favorita e despachou a equipe do Seongnam, candidata a zebra do dia.

Com gols de Stankovic, Zanetti e Milito, o time de Milão aplicou um robusto 3 a 0 sobre o adversário sul-coreano. A má notícia para os italianos ficou por conta da contusão do holandês Snjeider, carrasco do Brasil na Copa do Mundo, substituído logo no início do jogo.

No próximo sábado, o cabisbaixo Internacional enfrenta o Seongnam pelo terceiro lugar, enquanto a Internazionale pega o surpreendente Mazembe na disputa pelo título de campeão mundial de clubes de 2010.

JFQ

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Tristeza e ineditismo



O que parecia (quase) impossível aconteceu. O Internacional perdeu para o Mazembe, do Congo, e não disputará a final do Mundial de Clubes da FIFA 2010.

2010, aliás, que se mostra como o ano da África no futebol. Após a realização da Copa do Mundo, pela primeira vez, no continente africano, um time da África protagoniza outro fato inédito: pela primeira vez uma equipe fora da América do Sul e/ou da Europa disputará o título de campeã do mundo.

O Inter foi brioso, lutou até o fim, mas não se pode tirar os méritos da veloz equipe do Mazembe. A pecha de que a derrota é um vexame deve ser bastante relativizada, sobretudo pela arrogância de se admitir que apenas europeus e sul-americanos sabem jogar futebol. A propósito, assim como o Colorado, o Pachuca, do México, também era considerado favorito e foi eliminado pelos congoleses.

O Mazembe aguarda o outro finalista, que sairá amanhã do confronto entre Internazionale, da Itália, e Seongnam, da Coreia do Sul. Quem sabe, para provar de uma vez por todas que o futebol é uma caixinha de surpresas, os sul-coreanos também não aprontam para cima dos franco-favoritos italianos.

JFQ

CBF estuda unificar títulos brasleiros

Corre nos noticiários esportivos que a CBF unificará os títulos brasileiros. Ou seja, além dos vencedores do campeonato brasileiro como o conhecemos ainda hoje, iniciado em 1971, também serão considerados campeões brasileiros os vencedores da Taça Brasil (disputada entre os campeões estaduais) e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, disputados entre 1959 e 1970. Com a medida, Santos e Palmeiras tornar-se-ão os maiores campeões nacionais, com 8 títulos cada um (ver abaixo a lista dos campeões).
Apesar de corinthiano, acho louvável a medida, por simples questão de justiça. Não dá para negar que o Santos de Pelé, o Palmeiras da academia ou o Cruzeiro de Tostão não foram legítimos campeões brasileiros. Faltará à CBF, porém, homologar o título do Flamengo de 1987, juntamente com o Sport.
JFQ

Veja como fica o ranking de campeões nacionais com a medida da CBF:


8 - Palmeiras:
Taça Brasil 1960 e 1967
Torneio Roberto Gomes Pedrosa 1967 e 1969
Campeonato Brasileiro 1972, 1973, 1993 e 1994

8 - Santos:
Taça Brasil 1961, 1962, 1963, 1964, 1965
Roberto Gomes Pedrosa 1968
Campeonato Brasileiro 2002 e 2004

6 - Flamengo:
Campeonato Brasileiro 1980, 1982, 1983, 1992 e 2009
Copa União 1987

6 - São Paulo:
Campeonato Brasileiro 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008

4 - Corinthians:
Campeonato Brasileiro 1990, 1998, 1999 e 2005

4 - Vasco:
Campeonato Brasileiro 1974, 1989, 1997 e 2000

3 - Fluminense:
Roberto Gomes Pedrosa 1970
Campeonato Brasileiro 1984 e 2010

3 - Internacional:
Campeonato Brasileiro 1975, 1976 e 1979

2 - Bahia:
Taça Brasil 1959
Campeonato Brasileiro 1988

2 - Botafogo:
Taça Brasil 1968
Campeonato Brasileiro 1995

2 - Cruzeiro:
Taça Brasil 1966
Campeonato Brasileiro 2003

2 - Grêmio:
Campeonato Brasileiro 1981 e 1996
1 - Atlético-MG:
Campeonato Brasileiro 1971

1 - Atlético-PR:
Campeonato Brasileiro 2001

1 - Coritiba:
Campeonato Brasileiro 1985

1 - Guarani:
Campeonato Brasileiro 1978

1 - Sport:
Campeonato Brasileiro 1987

** Para saber mais sobre a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, clique nos links abaixo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ta%C3%A7a_Brasil_de_Futebol
http://pt.wikipedia.org/wiki/Torneio_Roberto_Gomes_Pedrosa

Hoje, a estreia do Inter

É hoje! O Internacional estreia no Mundial de Clubes da FIFA, em Abu Dhabi, contra o Mazembe, do Congo. A partida está marcada para as 14 horas (horário de Brasília). Apesar de, para muitos, parecer um mero cumprimento de protocolo rumo à final, o fato é que o time africano provou que, no mínimo, merece respeito.

Amanhã, na outra semifinal, a Internazionali de Milão enfrenta o Seongnam, da Coreia do Sul.

JFQ

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Mazembe bate Pachuca e pega o Internacional


O Mazembe será o adversário do Internacional na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, na próxima terça-feira, em Abu Dhabi. O time da República Democrática do Congo, mesmo com um jogador a menos desde os 34 minutos do segundo tempo, segurou a pressão do Pachuca, do México, no fim da partida e saiu com a vitória por 1 a 0, em jogo válido pelas quartas de final do torneio.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O sonho acabou



No dia em que completou o trigésimo ano da morte de John Lennon, acabou-se o sonho do Goiás em conquistar o maior título de sua história e amenizar a vexatória temporada de 2010, em que a equipe foi rebaixada no Brasileirão.

Podendo perder por até um gol de diferença, o Goiás abusou da (má) sorte, vacilando na defesa, em que pesem os perigosos ataques protagonizados especialmente por Rafael Moura. O Independiente confirmou que não é lá essas coisas, mas que equipe argentina jogando em casa é sempre perigosa. Ainda mais quando os gols parecem surgir do nada, literalmente. Em uma sucessão de gols esquisitíssimos, feitos na base do bate-e-rebate, o time de Avellaneda venceu por 3 a 1 nos 90 minutos. Na prorrogação, o Goiás foi muito superior, chegando ao ataque constantemente, metendo bola na trave adversária, inclusive. Porém, a bola não entrou e como o que vale é bola na rede, a decisão foi para os pênaltis.

Tudo igual, até a cobrança de Felipe, que estourou na trave do goleiro Navarro.

Independiente campeão da Sul-Americana e festa em Avellaneda. Festa também em Porto Alegre, já que o Grêmio, quarto colocado no Brasileirão, garantiu vaga na Libertadores 2011 com o fracasso do Goiás.

JFQ

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Começou o Mundial de Clubes


Começou o Mundial de Clubes da FIFA, realizado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Na partida de estreia, o representante do país-sede, o Al Wahda, derrotou o Hekari United por 3 a 0. Dois dos três gols foram marcados por brasileiros, Hugo e Fernando Baiano. Com a vitória, o Al Wahda avançou às quartas de final, quando enfrentará o Seongnham, da Coreia do Sul. Do vencedor deste confronto sairá o adversário da Internazionali, da Itália, na fase semifinal.

Já o Internacional de Porto Alegre, em sua busca pelo bi, estreará no próximo dia 14 de dezembro contra o vencedor de Mazembe (Congo) e Pachuca (México).

A grande final será no dia 18 de dezembro.

JFQ

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Rússia em 2018, Qatar em 2022


A FIFA acabou de anunciar os países sede das Copas de 2018 e 2022: respectivamente, a Rússia e o Qatar.

A escolha da Rússia foi uma surpresa, especialmente pelas duras críticas feitas pelo ex-presidente Vladimir Putin à FIFA. Putin definiu o processo de escolha do país sede da Copa como "uma competição sem escrúpulos". Após a escolha de seu país, será que o ex-presidente russo sustenta a opinião?

Quanto ao Qatar, a escolha era, de certo modo, esperada. A novidade ficará por conta dos estádios com ar condicionado, constante do projeto do país agora escolhido. Dado o calor que faz lá, a providência será menos um luxo do que necessidade.

JFQ

Hoje saem as sedes das Copas de 2018 e 2022

A FIFA anuncia hoje, em Zurique, perto das 13 horas (horário de Brasília), quais países sediarão as Copas de 2018 e 2022. Eis os candidatos:

COPA 2018

BÉLGICA/ HOLANDA (em conjunto)
ESPANHA/ PORTUGAL (em conjunto)
INGLATERRA
RÚSSIA

COPA 2022

CORÉIA DO SUL
ESTADOS UNIDOS
JAPÃO
QATAR

Minhas apostas: Espanha/Portugal em 2018 e Qatar em 2022. A saber, logo mais.
JFQ

Nem tão tarde

Goiás 2x0 Independiente
Copa Sul-Americana (1º jogo da Final)

Antes tarde do que nunca. Eis o conhecido ditado que parece se inspirar na superação do Goiás na Copa Sul-Americana, após a péssima campanha que culminou em seu rebaixamento no Brasileirão. Mostrasse há mais tempo a determinação que levou a campo no segundo jogo das semifinais contra o Palmeiras e no jogo de ontem contra o Independiente, dificilmente o time goiano estaria condenado à segundona em 2011. Em boa parte da partida, pareceu haver apenas um time em campo.

A equipe comandada por Artur Neto – quantos torcedores do verdão goiano não gostariam que ele estivesse no comando há mais tempo, nos tempos de Emerson Leão, por exemplo! – passou como um trator sobre o escrete argentino. O Independiente, aliás, mostrou-se bem menos perigoso do que poderia supor sua tradição. No Serra Dourada lotado, todos os jogadores goianos cumpriram muito bem seu papel, assumindo uma garra espantosa. Ah, quão importante é o fator psicológico ao ser humano em geral e ao boleiro em particular! Impressionante como a auto-confiança, de uma hora para outra, é recuperada, e aqueles jogadores antes moribundos passam a compor um time duro de batido.

Destaques para Rafael Moura, cada vez mais perigoso na condição de matador, para Harley, o veterano líder do gol, e Marcão, um verdadeiro xerife na defesa.

O Goiás conseguiu uma vantagem substancial, mas é sempre bom lembrar que o adversário é argentino, tem camisa, tradição, e jogará a finalíssima em casa. Superação que pesa cá, pode pesar lá, também. De qualquer forma, a esperança do Goiás em dias melhores tem fundamento. Quiçá 2011 seja um ano kafkiano para o Goiás, disputando, ao mesmo tempo, a Série B do nacional e o principal campeonato das Américas.

Que se cuide o Independiente. E que Grêmio e Botafogo, postulantes à mesma vaga para a Libertadores, sequem o Goiás como nunca. Vão precisar.

JFQ

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O previsível e a caixinha de surpresas

Era previsível que o Fluminense passaria pelo Palmeiras (entregou ou não entregou?), apesar de não ser nada previsível o golaço de Dinei. Também era previsível a vitória do Corinthians sobre o Vasco (entregou ou não entregou?). Menos previsível, mas nada improvável, era a vitória do Cruzeiro sobre o “quase desesperado” Flamengo, que, apesar de mais uma derrota, safou-se do risco de rebaixamento.

Dessa forma, Fluminense, Corinthians e Cruzeiro mantiveram-se na condição de postulantes ao título de 2010, partindo para a última rodada nas mesmas condições em que estavam nesta. Para muitos, nada deve mudar e o Flu pode ir preparando o chope para a comemoração. O tricolor do Rio pega o já rebaixado Guarani, enquanto o Corinthians pega o também rebaixado Goiás e o Cruzeiro, o “entregue” Palmeiras. Ceteris paribus, Fluminense campeão, Timão vice, Cruzeiro na terceira colocação. Será?

Há muito que se sabe que o futebol é uma caixinha de surpresas. Que neste chamado esporte bretão impera, além dos craques e pernas-de-pau, um tal Sobrenatural de Almeida. Pois bem, é bom que o “virtual campeão” Fluminense ponha as barbas de molho e fique velhaco com os acontecimentos ocorridos recentemente com seu último adversário, o Palmeiras.

O rebaixamento matemático de Guarani e Goiás, em vez de significar a entrega de times desmotivados, pode ser a força derradeira para uma última demonstração de garra e de dignidade. Cá comigo, na condição sofredora de corinthiano, tive o impulso de entregar os pontos após a derrota do Guarani para o Grêmio: rebaixado, o Bugre será presa fácil ao poderoso Fluminense. Quem sabe? Pensando melhor, talvez a condição de desesperado para fugir do descenso, partindo com tudo para cima do Flu, é o que faria do Guarani uma presa fácil. Na atual conjuntura, toda a pressão do jogo será do tricolor, que precisa vencer, não apenas empatar.

O mesmo pode ser dito do Goiás, com um adendo. Além de mostrar sua força no último jogo da primeirona, o Goiás adquiriu motivação extra com a classificação para a final da Sul-Americana. Pode provar que é capaz de ser o algoz não apenas do Verdão, mas também do Timão, esses paulistas que se acham os maiorais. Outro dado: boa parte do elenco do Goiás é remanescente do Corinthians (Rafael Moura, Otacílio Neto, Wellington Saci, Carlos Alberto), o que, como se sabe, é um motivador para aqueles que pretendem mostrar seu valor ao clube que os dispensou. Quer dizer, isto se o time goiano não resolver colocar um mistão para preservar seus jogadores para as finais da Sul-Americana.

A situação mais difícil é a do Cruzeiro. Mas, é bom que se saiba, o Sobrenatural de Almeida joga com todas as camisas. Isto porque não basta um tropeço do Fluminense e do Corinthians, mas, dependendo, de uma vitória sobre o Palmeiras com um saldo de gols bastante elástico, como diriam os comentaristas esportivos.

Ah, além do Sobrenatural de Almeida e da busca por fechar o ano com dignidade, há que se levar em conta um outro fator motivacional: a mala branca! Guarani e Goiás, quem sabe, apesar de rebaixados, podem terminar 2010 um pouquinho mais ricos...

JFQ

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Classificação: Penúltima Rodada


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Jogos da última rodada

Fluminense x Guarani (Engenhão, Rio de Janeiro)

Goiás x Corinthians (Serra Dourada, Goiânia)

Cruzeiro x Palmeiras (Parque do Sabiá, Uberlândia)

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Possibilidades para o título

O Fluminense será campeão:

1) Se vencer o Guarani.
2) Se empatar com o Guarani, o Corinthians não vencer o Goiás e o Cruzeiro não vencer o Palmeiras.
3) Se perder para o Guarani, o Corinthians perder para o Goiás e o Cruzeiro, para o Palmeiras.

O Corinthians será campeão:

1) Se vencer o Goiás e o Fluminense não vencer o Guarani.
2) Se empatar com o Goiás, o Fluminense perder para o Guarani (dependendo da combinação de saldo de gols e gols marcados) e o Cruzeiro não vencer o Palmeiras.

O Cruzeiro será campeão:

1) Se vencer o Palmeiras, o Fluminense perder para o Guarani e o Corinthians não vencer o Goiás.
2) Se vencer o Palmeiras por 12 gols de diferença (!), o Fluminense empatar com o Guarani e o Corinthians, no máximo, empatar com o Goiás.


* Caso haja empate de pontos entre dois clubes, os critérios de desempate serão aplicados na seguinte ordem: 1) Número de vitórias; 2) Saldo de gols; 3) Gols marcados; 4) Confronto direto; 5) Número de cartões vermelhos; 6) Número de cartões amarelos.

** Confrontos diretos: 1) Corinthians 1x0 Fluminense; Fluminense 1x2 Corinthians; 2) Fluminense 1x0 Cruzeiro; Cruzeiro 1x0 Fluminense.

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Campanhas


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A última vaga da Libertadores

Goiás, Grêmio e Botafogo lutam pela última vaga brasileira na Libertadores 2011. O Goiás se classifica caso conquiste o título da Sul-Americana, contra o Independiente, da Argentina. Grêmio e Botafogo se enfrentam no próximo domingo, em Porto Alegre. O tricolor gaúcho sai com a vaga, caso não perca para o Botafogo e o Goiás não tenha êxito na Sul-Americana.

Já estão classificados para a Libertadores 2011: Internacional, Santos, Fluminense, Corinthians e Cruzeiro.

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A última vaga do rebaixamento

Atlético Mineiro, Avaí e Flamengo respiraram aliviados. Estão matematicamente livres do vexame da segundona. O mesmo não pode ser dito de Vitória e Atlético Goianiense, que lutarão para não se juntar a Prudente, Goiás e Guarani entre os rebaixados.

Na última rodada, coincidentemente, Vitória (41 pontos) e Atlético GO (42 pontos) se enfrentam, em Salvador.

JFQ

Entregar ou enfrentar, eis a questão

O dilema ético-ludopédico em voga no Brasileirão 2010, já emergira em 2009: entregar ou enfrentar quando a vitória beneficiará diretamente um arquirrival. Todavia, a questão é ainda mais antiga, quiçá, oriunda do princípio dos tempos em que onze marmanjos da cada lado começaram a correr atrás de uma bola e desenvolveram a mais profunda das rivalidades, a futebolística, quase tão poderosa quanto a eterna luta de classes ou a guerra dos sexos.

O fato é que a questão, por mais caráter, ética e firmeza moral se empregue, não é lá tão pão, pão, queijo, queijo como se sugerem os bons moços. Afinal, se os rivais de um clássico derbi jogarem a vida em prol da conquista do outro, a própria rivalidade, matéria-prima motivacional das maravilhosas pelejas envolvendo os escretes rivais, deixa de existir.

O entreguismo, isto é, o jogar para perder, é extremamente deletério ao futebol, assim como a todos os esportes (aliás, lembram-se do vôlei masculino, que cedeu à Bulgária, e acabamos campeões?). Contudo, não consigo ver tamanha grandeza em gregos lutarem até a morte pela conquista dos troianos, ou vice-versa, como se a eterna rivalidade nada significasse à história de ambos e ao próprio esporte.

Em suma, não sou favorável ao entreguismo, mas penso que é um baita trololó o discurso moralista em prol da honra, coisa e tal. A solução do problema não virá com a improvável crise de consciência que os “éticos” procuram incutir na cabeça dos decrépitos entreguistas. O discurso pode ser bonito, correto, sisudo, mas, no fundo, também é um tanto demagógico e alheio à própria lógica de atração dos amantes da bola. Há que se encontrar uma fórmula que incentive o melhor combate nas rodadas finais dos campeonatos em pontos corridos. Quem sabe, a fórmula já proposta anteriormente, de realização dos clássicos estaduais nas últimas rodadas.

JFQ

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Abaixo, artigos de Juca Kfouri e PVC sobre o tema.



Pela honra no futebol
Juca Kfouri


Apoiada pela maioria dos torcedores, segundo apontam as pesquisas científicas e as sondagens não científicas, eis que a fórmula dos pontos corridos está na berlinda por supostamente favorecer a malandragem nas derradeiras rodadas, quando rivais tradicionais não se interessam pelas vitórias para não ajudar o outro.

O comportamento, de fato, é lamentável sob todos os aspectos.

E difícil de ser evitado num país de pouca cultura futebolística, de nenhum respeito pela liturgia do jogo e no qual a única regra que parece existir é a de levar vantagem em tudo.

Isto é o Brasil. E por que seria diferente no futebol? Claro que o argumento dos que imaginam que só os pontos corridos favorecem malas brancas e corpos moles não se sustenta.

Porque a mala branca aparece também quando um clube precisa do resultado de um terceiro para ficar entre os classificados para os mata-matas. Porque é isso: falta respeito ao jogo de futebol no Brasil, algo que sobra no país de seus inventores, a Inglaterra, mas não só lá.

Inimaginável também na Espanha que um Barcelona amoleça para o Sevilla com a intenção de prejudicar o Real Madrid, coisa que faria a orgulhosa Catalunha corar.

Por aqui, enquanto não nos educamos, enquanto não possuirmos instrumentos realmente eficazes para combater a corrupção e a falta de compostura, quem sabe a marcação dos clássicos estaduais para as últimas rodadas do Brasileirão atenue a malandragem.

A RODADA

Expostos trechos do escrito no dia 3 de dezembro de 2009, tratemos rapidamente de chover no molhado em relação aos jogos deste domingo: que ganhem todos os times que se apresentarem melhor que seus adversários, mas que tais adversários entrem em campo com a mesma intenção, se não com a mesma motivação, de vitória.

Que o Fluminense saia legítimo campeão brasileiro de Barueri apenas porque foi, ao longo da temporada, o melhor dos 20 concorrentes. Que o Galo se livre do rebaixamento apesar da temeridade que cometeu até 13 rodadas atrás.

Mas que os alviverdes que os enfrentarão logo mais, e que se enfrentaram na última quarta-feira, honrem suas camisas como nem Corinthians nem São Paulo honraram as deles no ano e no domingo passados.


* Publicado na Folha de S.Paulo, em 28/11/2010.


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A entrega estraga
Paulo Vinícius Coelho

Tite entrou no vestiário no intervalo da partida, cobrou empenho de seus jogadores e ficou surpreso ao ouvir deles: "Mas, professor! Nossos adversários já nos contaram que vão entregar o jogo. Precisam prejudicar o rival histórico deles". O técnico do Corinthians contou a história a Juca Kfouri, na ESPN, sem informar a partida em questão. Foi um Pelotas 0 x 3 Veranópolis, pela Copa RS, em 1996. A simples referência, sem a informação completa, fez muita gente viajar na memória.

"Os gremistas logo associaram ao São Paulo x Inter de 2008", diz o repórter José Alberto Andrade, da rádio Gaúcha, referindo-se à partida em que o São Paulo assumiu a liderança na campanha do tri brasileiro, à frente do Grêmio.

Eu mesmo viajei à última rodada da primeira fase de 2002, quando o Atlético-MG estava classificado, enfrentava o Grêmio e, vencendo, ajudaria o Cruzeiro. Perdeu por 1 a 0. "Mas nós fomos para cima, e me surpreendi porque o Grêmio não nos atacou", lembra o goleiro Velloso, do Atlético-MG.

A derrota atleticana em 2002 foi inocente, mas mostra que arranjos assim não são exclusividade dos pontos corridos. O que agrava esses casos não é a fórmula de disputa, mas a irresponsabilidade das declarações.

O diretor de futebol do Palmeiras, Wlademir Pescarmona, afirmou duas vezes que sua vontade era dar W.O. para o Fluminense, hoje à tarde. Elias, do Corinthians, parabenizou o Corinthians B pela vitória na Copa Sul-Americana, provocação pelo triunfo do Goiás sobre o Palmeiras. Elias esqueceu seu papel público e pôs mais gasolina na fogueira do entreguismo. Esqueceu-se também da violência de uma facção palmeirense, que agrediu Vagner Love há um ano numa agência bancária. E que irá a Barueri só para pressionar o Palmeiras pela derrota prejudicial ao Corinthians.

Não há provas do entreguismo, mas a sensação dele está nas ruas. Daí ser obrigatório procurar, na tabela de 2011, um jeito de expurgá-lo. Ou clássicos estaduais nas últimas rodadas -ainda que isso tire o caráter nacional da decisão- ou com jogos entre times do eixo RJ-SP-MG-RS contra GO-BA-SC- -PR, o que, em teoria, diminui o risco.

Os encontros estaduais esbarram no interesse da TV. Há cinco anos, uma tabela previa uma rodada só de clássicos no meio dos turnos. A TV vetou. Por causa das transmissões, jamais Palmeiras x Corinthians, São Paulo x Santos no mesmo dia.

Por causa do entreguismo, talvez seja preciso rever isso.


* Publicado na Folha de S.Paulo, em 28/11/2010.

domingo, 28 de novembro de 2010

A dois passos

O longo campeonato brasileiro chega à sua reta final. Passadas 36 rodadas, faltam apenas duas para que se conheça o campeão brasileiro de 2010. Hoje, o líder Fluminense (65 pontos) pega o Palmeiras, em Barueri, podendo conquistar o título com uma rodada de antecipação. Para que isso aconteça, depende de uma forcinha dos arquirrivais Vasco, que pega o Corinthians (64 pontos), no Pacaembu, e Flamengo, adversário do Cruzeiro (63 pontos), em Volta Redonda. A propósito, afora este último embate, já que o Mengo ainda corre risco de rebaixamento, Flu e Timão tendem a ganhar 3 pontos logo mais na base do delivery, ou seja, no corpo mole de Palmeiras (10º) e Vasco (11º), que já não almejam mais nada no campeonato.

Tenho cá comigo que o jogo mais importante da rodada será Guarani x Grêmio, em Campinas. O Guarani pode ser rebaixado matematicamente caso não vença o tricolor gaúcho, que, por sua vez, pode perder a quarta colocação e uma vaga na Libertadores, caso deixe de somar três pontos contra o Bugre. Além da importância para a luta contra o rebaixamento e pela vaga no principal torneio sul-americano, a partida entre Guarani e Grêmio interessa também aos postulantes ao título. Considerando o fator motivacional (para além das malas brancas), uma vitória do Guarani pode renovar as esperanças de corinthianos e cruzeirenses, uma vez que a equipe de Campinas precisará jogar tudo contra o Fluminense, na última rodada, para selar sua fuga heroica de um novo descenso.


Especulações à parte, não acredito que o Bugre, independentemente de sua condição após a partida contra o Grêmio, ou mesmo o Goiás, já rebaixado, mas com nova motivação após a façanha alcançada contra o Palmeiras na Copa Sul-Americana, entregarão seus derradeiros jogos contra o Flu e contra o Timão. O mesmo não se pode dizer do Palmeiras, último adversário do Cruzeiro: caso adote a prática do delivery hoje, dificilmente não o fará depois.


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Números

O Brasileirão 2010, diferentemente do de 2009, foi marcado pela estabilidade da disputa na maior parte do campeonato. A não ser na primeira rodada, em todas as demais, Fluminense, Corinthians ou Cruzeiro estiveram na liderança. O tricolor carioca foi o que mais tempo permaneceu líder: em 21 das 36 rodadas até agora. O Corinthians foi líder por 12 rodadas e o Cruzeiro, por 2. A diferença de apenas 2 pontos entre os três reflete bem a disputa acirrada entre eles, bem como as boas equipes que montaram para o certame.


Classificação, rodada a rodada


O Corinthians foi a equipe que menos oscilou nas posições: sua pior colocação foi a terceira posição. Já o Flu, começou mal as quatro primeiras rodadas, mantendo-se no G3 a partir da quinta. O Cruzeiro, por sua vez, foi o que mais oscilou: apenas a partir da 22ª rodada, a Raposa preservou-se no G3.


Pontuação, rodada a rodada



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Chega de entrega!

Infelizmente, a moda do delivery ganha força nas próprias torcidas dos times que farão a “entrega”. Em 2009, houve corinthianos que vibraram com a derrota do próprio escrete contra o Flamengo, resultado que prejudicou o São Paulo. O mesmo ocorreu com gremistas, na derrota para o Flamengo, no jogo que deu o título ao rubro-negro, deixando o Internacional na vice-colocação. Em 2010, a lógica persiste, como se viu na derrota do São Paulo para o Fluminense, por 4 a 2.

Se uma das principais defesas ao sistema de pontos corridos é a “justiça” feita à equipe que melhor pontuou durante todo o campeonato, o argumento cai por terra quando alguns pontos fundamentais são conquistados na base do W.O. disfarçado.

A partir de 2011, é imperativo que a CBF promova mudanças que impeçam ou, pelo menos, inibam a prática. Sob pena de desmoralização total do resultado final. Das duas, uma: ou se volta ao sistema de mata-mata ou os clássicos estaduais devem ser agendados para a última rodada. Apostaria na última medida. Caso não funcione, que se determine a primeira.

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Flu: do poço ao céu


Ao contrário do Palmeiras, o Fluminense passa por uma série de façanhas impressionantes desde 2009. Nesse ano, o Flu chegou a ter 99% de chances de ser rebaixado. Conseguiu escapar e, ainda, quase arrancou um título inacreditável da Sul-Americana diante da LDU.

Em 2010, reforçado no caixa, na comissão técnica e no elenco, o Flu faz uma campanha competentíssimo, em que pesem alguns tropeços bobos, também sofridos por Corinthians e Cruzeiro.

O fato é que Muricy, o rei dos pontos corridos, acertou muito bem a equipe, cujo elenco é excelente. Não bastassem os reforços Emerson, Carlinhos, Deco e Washington, o argentino Conca vem dando show. Certamente, o melhor jogador do Brasileiro.

Após anos de seca e de hegemonia paulista, a sequência de títulos cariocas – Flamengo (2009) e Fluminense (2010) –, caso ocorra, refletirá novamente o quão equilibrado é o futebol brasileiro e o quão importante para este é o futebol do Rio de Janeiro.

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Corinthians: a fase gaúcha continua

De fato, há males que vêm para o bem. O Corinthians precisou ser rebaixado para perceber a importância de se manter uma boa base na sua equipe. Desde 2008, ainda na segundona, o Timão mantém, mutatis mutandis, a mesma base de jogadores e o mesmo padrão de jogo, com muita marcação, muita troca de passes e avanços com velocidade. Desde aquele ano, jogadores como William, Chicão, Elias, Dentinho e Alessandro compõem o time titular corinthiano. Aqueles que partiram, como Douglas, André Santos, Cristian, Felipe e Herrera foram substituídos à altura por Bruno César, Roberto Carlos, Ralf, Júlio César e Jorge Henrique, para não citar Ronaldo, sempre lento, criticado, porém, matador. A continuidade também se deve à escola gaúcha de técnicos: Mano Menezes, Adilson Batista e Tite. Isso explica, em boa medida, os títulos corinthianos em 2009, a boa campanha em 2010 e a sequência em participações na Libertadores, a obsessão mosqueteira.

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Segundona, lugar de time de primeira

Coritiba, Figueirense, Bahia e América Mineiro garantiram participação na primeirona em 2011. O Coritiba foi o campeão de 2010, fazendo com que, pelo sexto ano seguido (!), o campeão da segundona seja uma equipe que já conquistou a primeirona. O Coxa, aliás, o fez pela segunda vez no período: Grêmio (2005), Atlético Mineiro (2006), Coritiba (2007), Corinthians (2008), Vasco (2009), Coritiba (2010). O Brasiliense, campeão de 2004, quebrou uma sequência que seria ainda mais, já que o Palmeiras obteve o título em 2003.

Em 2011, Guarani, Atlético Mineiro e/ou Flamengo, quem sabe, lutarão para manter viva a nova tradição. Caso não o queiram, é bom acertar o pé hoje e no próximo domingo.

JFQ

A dor que sai no jornal

Xico Sá



Amigo torcedor, amigo secador, uma criança chora por muitas coisas, com razão, dengo ou chantagem. Mas, quando chora pelo seu time, repete o desamparo e o esperneio de quem acabou de ser expulso do quentinho do útero. É um choro que não se resolve com mamadeira ou brinquedo.

Foi o caso do japinha palmeirense, que comoveu meio mundo com seu choro nas arquibancadas do Pacaembu anteontem. Surpreso como quem acabou de ser despejado do útero. Não havia consolo materno que resolvesse; o pai, que também tentou afago, como vimos na tevê, não passou, nessa hora, de um desconhecido da massa. A culpa seria dele, que transmitiu o DNA ludopédico ao menino? Óbvio que não, é do jogo.

Na sua bravura indômita, o menino das lágrimas verdes chutava o cimento. A primeira e inevitável de tantas dores futebolísticas. Ou você, amigo, acredita que se possa educar uma criança para este gênero de sentimento?

Haveria alguma cartilha, meu caro Piaget? Por mais que fosse prevenido para um eventual revés, o que não deve ter sido o caso nos lares palmeirenses, seria difícil desconfiar da desgraça.

É uma questão de honra paterna transmitir o legado do fanatismo por um clube. Por mais que o pai seja democrático, há desgosto quando esse ritual de passagem não é obedecido. Há, no mínimo, um chiste, uma piada interna e permanente sobre o fracasso.

Na peleja contra o Goiás, injustamente tratado como zebra -o Palmeiras tem mais mídia, mas não tem mais time-, o pequeno torcedor aprendeu não apenas sobre perder no futebol, mas talvez como perder na vida.

A existência, afinal de contas, não passa de um certame de pontos corridos em que todos acabam derrotados. O que ganhamos são alguns mata-matas, como as conquistas amorosas. Quando estiveres diante da sua primeira grande garota, menino verde, saberás do que o tio aqui está falando.


Aquela outra criança, símbolo da Copa-1982, a essa altura já deve compreender um pouco as outras dores do mundo. Lembra? Foi capa do "JT", em foto inesquecível do Reginaldo Manente. A dor da gente que sai no jornal. Chorava pelo escrete de Telê, Cerezo, Junior, Sócrates, Falcão, Zico...

As lágrimas, porém, não carecem de pré-requisitos ou qualidade de mulher ou time. Basta amar. Pronto. Fosse assim, amigo, amiga, não choraríamos pelas(os) maiores megeras ou canalhas.

xico.folha@uol.com.br @xicosa

* Publicado na Folha de S.Paulo, em 26/11/2010.

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O menino Dudu, para compensar um pouco as lágrimas pela derrota do Palmeiras, foi presenteado pelo presidente Belluzzo e pelo técnico Felipão, com uma camisa do time.

Rebaixado e finalista


Na mais surpreendente partida deste ano, tecnicamente muito fraca, mas pra lá de emocionante nos seus instantes finais, o Goiás arrancou uma vitória heroica contra o Palmeiras, em pleno Pacaembu, por 2 a 1. Com a vitória, a classificação para a final da Taça Sul-Americana.

Detalhes: O Goiás faz uma campanha péssima no Brasileirão, já matematicamente rebaixado para a segundonha; o Palmeiras havia vencido a primeira partida, em Goiânia, por 1 a 0, e começou vencendo o jogo do Pacaembu, lotado.

Agora, o time goiano faz a final contra o Independiente, da Argentina. Na minha opinião, uma pedreira ainda maior que o Palmeiras.

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Desilusão: teu nome é Palmeiras



O Palmeiras teria confundido o Goiás com o Fluminense e fez uma entrega entecipada, o “sedex-Verdão”? Não, o caso palestrino é mais complexo. Digno de pesquisa científica, divã, macumba e desenterro de sapo. Tudo junto!

A pergunta de 2009 continua em 2010: o que acontece com o Palmeiras? Impressionante a capacidade do Verdão de perder título e vagas praticamente certos. Claro que o futebol é uma caixinha de surpresas, o acaso conta, o jogo é jogado, etc. e tal. Mas o Palmeiras chega a ser caso quase paranormal.

Na minha modesta opinião, o time de 2010 é pior do que o de 2009. Bons jogadores como Diego Souza e Cleiton Xavier deixaram o Parque Antártica, desgastados pelos resultados e pressão da torcida e da diretoria. Diretoria, aliás, que privilegia treinadores a jogadores, muito embora não tenha deixado de contratar. Da mesma forma que a troca de Luxemburgo e Muricy, Felipão, por mais competente que seja, não conseguirá sozinho resolver problemas futebolísticos, psicológicos e até mesmo políticos que inundam o clube. A vinda de Valdívia e Kleber também não resolveu: o primeiro, em condições físicas precárias; o segundo, fora da posição em que é mais perigoso e um tanto sonolento em campo.

Quanto a Marcos Assunção, com todo o respeito, apesar dos chutes fortes e precisos, está muito longe de ser o redentor da calamidade palmeirense. A propósito, eis aí um ponto fundamental da questão: o Palmeiras não precisa de redentores – treinadores ou jogadores –, mas de um bom elenco e de bom clima com torcida e diretoria.

JFQ

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ainda, os pênaltis

A polêmica sobre os pênaltis marcados nos últimos jogos de Fluminense e Corinthians – sobretudo neste – continua acessa. Abaixo, textos de Tostão e Juca Kfouri: o primeiro defende que os pênaltis não aconteceram; o segundo, o contrário.

JFQ

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Os Zé-Regrinhas

Tostão


Como gosta de dizer Mauro Cezar Pereira, brilhante comentarista da ESPN Brasil, houve no fim de semana mais dois pênaltis à brasileira, a favor do Corinthians e do Fluminense, que não deveriam ser pênalti no Brasil, na Europa nem em nenhum lugar do mundo.

Esses erros acontecem toda rodada, a favor e contra todos os clubes.

Cada vez mais os jogos no Brasil são decididos pelos árbitros. Pênalti é tão decisivo que só deveria ser marcado quando fosse claro. Dizer que falta fora e dentro da área são a mesma coisa, porque a regra não faz essa distinção, é uma visão operatória e ingênua.

Foi mais um pênalti virtual. No momento do lance, raríssimas pessoas acharam que foi pênalti. Depois de assistir à jogada mil vezes, comentaristas, ex-árbitros ou não, e seus milhões de seguidores passaram a valorizar o que não tem nenhuma importância. A câmera lenta, nesses casos, atrapalha mais do que ajuda.

Querem transportar a regra para o lance. É o contrário. Temos de observar primeiro e, depois, confirmar se o que vimos está na regra. Seria como um médico diagnosticar a doença pelo que leu, e não pelo que viu.

As pessoas estão perdendo a capacidade de observar. São os zé-regrinhas. Adoram regras, que decidem para eles.

Mudo de assunto.

Hoje, no amistoso contra a Argentina, Mano Menezes deve manter o esquema com quatro defensores, dois volantes, três meias (Robinho, pela direita, Ronaldinho, pelo centro, e Neymar, pela esquerda) e mais um centroavante (André). Quando o time perder a bola, Robinho e Neymar voltam até o próprio campo para fazer com os volantes uma linha, torta, de marcação. Ronaldinho jogará livre. Outra possibilidade é entrar mais um jogador no meio de campo, Elias, e sair Neymar ou André.

Pensando na renovação e na Copa de 2014, não entendi a convocação de Ronaldinho, hoje reserva no Milan. Se for para melhorar a qualidade para este jogo, outros jogadores, como Lúcio e Roberto Carlos, deveriam ter sido chamados, já que são ainda os melhores de suas posições.

Desde 1982, com Falcão, o Brasil não tem um craque no meio-campo. Teve e tem bons jogadores. O principal motivo disso é que os técnicos, já nas categorias de base, colocam os armadores mais talentosos para jogar como meias ofensivos.

Procura-se, com urgência, com poucas chances de achar nos próximos anos, um fora de série no meio-campo. Quem descobri-lo terá a eterna gratidão dos que gostam de futebol bonito e eficiente.

* Publicado na Folha de S.Paulo, em 17/11/2010.

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Divergindo de Tostão

Juca Kfouri


Tostão escreveu em sua coluna de ontem que não houve pênalti nem para o Corinthians nem para o Fluminense na rodada passada.

Não me alegra discordar, ao contrário, porque por poucas pessoas tenho tanto carinho e respeito quanto por ele.

O argumento dele é perfeito e, aí, estamos de acordo: o pênalti é algo tão decisivo que não deveria ser tratado como uma falta qualquer, dessas no meio do campo.

É o tal espírito da lei, que deveria ser levada em conta também em relação aos impedimentos, cujo espírito está em não permitir que alguém leve vantagem ao se colocar na direção do gol.

Daí porque em dúvida os bandeirinhas deveriam deixar os lances seguirem, porque uma posição milimétrica de impedimento é por acaso, jamais proposital.

Mas voltemos ao pênalti.

Embora fosse mais uma coisa a deixar a critério dos árbitros, eu gostaria que fosse marcado pênalti só diante da possibilidade iminente de gol.

Em caso contrário, falta dentro da área, seria batida com chute em dois toques, com barreira.

Mas a regra não é assim e pergunto ao Tostão como fazer.

Imagine que, numa final de Copa do Mundo, jogo empatado, último segundo, um zagueiro suba sozinho na área, sem ninguém por perto, e por pura bobeira, dessas panes mentais que às vezes acontecem, meta a mão na bola.

O árbitro deve marcar a falta, e consequentemente o pênalti, ou fazer de conta que nada houve para que uma Copa não seja decidida por tamanha infantilidade, tamanha infelicidade?

E se é apenas um empurrão, desses que ninguém titubearia em marcar se fosse no meio do campo?

Em tempo: dispenso as baboseiras do tipo lembrar que Tostão é cruzeirense, OK?

* Publicado no Blog do Juca: http://blogdojuca.uol.com.br/2010/11/divergindo-de-tostao/

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Saber perder

Tanto Fernando Alonso como a equipe do Cruzeiro deram mostras de falta de desportividade neste final de semana. Ambos perderam, mas não souberam admitir a derrota. Preferiram culpar quem não teve culpa alguma. No caso de Alonso, o playboy espanhol culpou o russo Petrov, como se este tivesse que repetir a vergonha protagonizada por Felipe Massa, permitindo a ultrapassagem de quem não teve a competência para forçá-la. No caso do Cruzeiro, como se um pênalti claríssimo não tivesse que ser marcado porque praticamente inviabilizaria suas pretensões ao título. Os supostos vilões Petrov e Sandro Ricci na verdade foram apenas competentes em suas funções: defender a posição na pista e assinalar o que acontece em campo.
JFQ

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Escandaloso é o chororô

Muitos criticaram - alguns chegaram à histeria completa com - o pênalti em Ronaldo que culminou no gol da vitória do Corinthians sobre o Cruzeiro. Eu não tenho a menor dúvida: foi pênalti! Veja, abaixo.
JFQ


Perdeu, playboy! Venceram, talento e desportividade!

Mudando de esporte, foi maravilhosa a decisão do campeonato de Fórmula 1. Maravilhosa pela vitória de Vetel, o jovem e competentíssimo piloto alemão da Red Bull, a equipe que, ao contrário da Ferrari, não admitiu que um dos seus pilotos fosse um reles o fiel escudeiro do outro. Maravilhosa, também, pela derrota do sempre mimado Fernando Alonso e sua equipe, tradicional em impor que os pilotos brasileiros entreguem posições de mão beijada. Deu no que deu.
JFQ 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A prova dos nove

Quando tudo parecia indicar que Fluminense e Corinthians travariam um duelo cabeça-a-cabeça pelo título brasileiro até a última rodada, eis que o futebol de ambos desandou. Tanto um como o outro perdeu pontos importantíssimos nesta reta final do campeonato, permitindo a escalada de Cruzeiro e Santos. E o campeonato embolou.

Nos dois jogos atrasados, válidos ainda pelo primeiro turno, realizados ontem, o Corinthians comprovou seu momento de agonia, ao ser derrotado pelo Vasco por 2x0, enquanto Neymar marcava o gol que fez o Peixe ultrapassar o Inter e ficar na cola do Timão.

A propósito, o Corinthians, que demitiu Adilson Batista após derrota para o Atlético Goianiense, em pleno Pacaembu, recebeu a recusa de Parreira em assumir a função e, conforme alguns comentaristas esportivos, tentará contratar Tite. O fato é que, após flertar com o pentacampeonato brasileiro, os corinthianos já começam a que a vaga na Libertadores já será um excelente negócio.


Ronaldo, que deve voltar ao Corinthians contra o Guarani


Faltam apenas 9 rodadas para o fim do campeonato. Cruzeiro (54 pontos), Fluminense (52), Corinthians (49), Santos (48) e, talvez, Internacional (47) farão a “prova dos nove” de quem, enfim, tem mais força de, no sprint final, faturar o Brasileirão 2010. (JFQ)

Abaixo, tabela com os jogos que restam dos principais postulantes ao título.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Luxemburgo está de volta ao Flamengo


Neste que pode ter sido o último movimento na agitada dança de técnicos do Brasileirão 2010, Vanderley Luxemburgo acertou sua contratação com o Flamengo. Por acaso, seu time do coração, onde atuou como jogador e que foi por ele já comandado em outras duas oportunidades, 1991 e 1995. Após a demissão de Silas, de passagem curta pela Gávea, e do acerto do São Paulo com Paulo César Carpegiani, o anúncio do nome de Luxemburgo pelo Flamengo era dado como certo. Segundo o portal UOL, a contratação do treinador foi acertada nesta terça-feira após longa reunião na noite de segunda, em que participaram a presidente Patrícia Amorim e outros membros da diretoria rubro-negra.


JFQ

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Carpegiani é o novo técnico do São Paulo


Não se pode acertar todas. Ao contrário do que dizia minha bola de cristal, o novo técnico do São Paulo é Paulo César Carpegiani, que fez um bom trabalho no Atlético-PR, e não Vanderley Luxemburgo. Aliás, Luxemburgo continua sem time, à espera de uma definição do Flamengo. Pelo jeito, os clubes, que antes dariam tudo para tê-lo no comando de suas equipes, agora andam com um pé atrás quando se fala em contratar o “profexô”. Após passagem desastrosa pelo Galo, piorou muito a relação custo-benefício de Luxemburgo na avaliação dos principais clubes.
JFQ

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O incendiário, a revolução e a crise no Palmeiras

Paulo Vinicius Coelho


Há dois motivos para a revolução no Palmeiras.

Um deles é o estilo Palaia, uma espécie de Nero do Parque Antarctica. Sem perceber, põe fogo em tudo. O outro motivo é a crise política causada pela gestão Belluzzo. E por Gilberto Cipullo, diretor de futebol desde dezembro de 2006, empossado por fazer parte do grupo Muda Palmeiras, que, na prática, mudou pouco.

Palaia acusa o grupo de ter ampliado a dívida de R$ 24 milhões, em 2006, para R$ 53 milhões em 2010. Deseja fazer auditoria no departamento de futebol, que contratou 76 jogadores em quatro anos e só ganhou um título. Que se faça a auditoria, é justo!

A paz que o Palmeiras precisa Palaia não fará. Não é seu estilo. Tanto que não acolheu os conselhos de seu próprio grupo, que pedia que não anunciasse a demissão de Cipullo na reunião do Conselho de Orientação Fiscal. Incendiário, anunciou.

É de se salientar que a cultura da turbulência é do presidente licenciado Luiz Gonzaga Belluzzo. Sem visitar o clube, sem fazer a política mesquinha do Parque Antarctica, colecionou desafetos, entre eles, velhos aliados, descontentes com os rumos do departamento de futebol, como Fábio Raiola, ex-diretor financeiro, hoje cabo eleitoral de Palaia.

A guerra terá efeito na eleição de janeiro. Ou Palaia conseguirá usar o cargo para angariar mais aliados e se eleger, ou provocará um incêndio tão grande que inviabilizará sua própria candidatura. Que não inviabilize também o Palmeiras.

* Artigo publicado na Folha de S.Paulo, em 29/09/2010.