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sábado, 25 de junho de 2011

Agora, quem dá bola na América



Santos 2x1 Peñarol
Santos campeão da Copa Santander Libertadores 2011

Rafael, um jovem e brilhante goleiro, com um futuro promissor. Danilo, também jovem, convocado para os times de base da seleção brasileira e, certamente, um jogador que vestirá a amarelinha principal no futuro próximo para atuar na lateral direita ou como volante. A dupla de zaga, a muralha praticamente intransponível: Edu Dracena, o capitão, e Durval, o cabra macho. Adriano, outro jovem talento, a princípio visto como um batedor, mas que evoluiu a bom marcador. Arouca, o elegante meio-campista, raro volante com categoria e inteligência – por falar em seleção, faz por merecer uma oportunidade. Léo e Elano: os representantes da geração de meninos da Vila precedente a esta, e que, apesar de já experientes, encaixaram-se perfeitamente nessa engrenagem vitoriosa. Zé Eduardo (ou Zé Love, para os íntimos... ou íntimas): o quase-matador, cuja movimentação na área adversária compensa a uruca na hora H de marcar o gol.



Por fim, eles, a dupla genial, esperança do futebol brasileiro em 2014: Ganso e Neymar. Aliás, “Ganso e Neymar” passou a ser uma expressão, uma mítica figura ludopédica, uma força futebolística, como a mágica linha de frente de outro Santos, o maior de todos. Quando o santista de hoje estufa o peito para falar “Ganso e Neymar” soa como uma atualização da consagrada “estrofe” repetida por seus pais e avôs: “Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe”. A continuidade dessa dupla já não interessa apenas aos santistas, mas a Mano Menezes, aos brasileiros e a quem aprecia o melhor do nosso futebol-arte-com-resultado.

Organizando tudo, o mestre Muricy Ramalho, que, a pretexto de trazer equilíbrio à equipe, trouxe a liderança que faltava, o comando de quase-pai, muito além da figura fria do estrategista.


Claro, não se pode esquecer dos demais jogadores que, de uma forma ou de outra, participaram dessa gloriosa campanha campeã: Jonathan, Pará, Alex Sandro, Alan Patrick, Bruno Rodrigo, Maikon Leite, Keirrison, dentre outros. Não se pode esquecer o presidente Luis Álvaro de Oliveira, que, a despeito da péssima imagem que têm os cartolas (não sem razão), mostra-se um inovador e um excepcional administrador do clube. Não se pode esquecer, ainda, daqueles que participaram da formação desse escrete tão vitorioso, desde há uns três anos, ora consolidado campeão de vários títulos: Dorival Jr., Wesley, André, Robinho...

Enfim, eis um time campeão, em uma fase esplendorosa, com (mais) uma geração de raros talentos. O tricampeonato da Libertadores fala por si, mas o brilho deste Santos não se resume a ela. Trata-se de um projeto em curso, que já soma dois paulistas, uma Copa do Brasil e agora, a América. No final do ano, quem sabe, contabilizará o maior de todos os títulos: o Mundial. Aí, caso não volte a zebra mazêmbica ou outra zebra qualquer, veremos, enfim, o embate que tanto se desejou de 2010 para cá: Xavi contra Ganso, Messi contra Neymar, Barça contra Peixe. Sim, não foi apenas o Santos que ganhou a América; é o mundo que está ganhando o que o futebol pode dar de melhor.

JFQ

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Milhões de detalhes levam à taça


José Roberto Torero


Este texto não é um. São dois. A primeira metade estou escrevendo no intervalo do jogo, no meio da torcida santista no Pacaembu (a ala dos jornalistas estava lotada). A segunda parte farei no fim do jogo.

Pois bem, após estes 48 primeiros minutos, minha conclusão, nada criativa, é que o jogo será definido por um detalhe. Digo isso não só pelo 0 a 0, mas principalmente pelo currículo dos clubes na fase de mata-mata.

Explico: o Santos sempre venceu seus oponentes por um e apenas um gol, somando-se os dois jogos.

Com o Peñarol deu-se a mesma coisa nas oitavas e nas quartas, e nas semis passou ainda com mais dificuldade, graças ao critério dos gols marcados fora de casa.

Ou seja, são dois times que sempre superam seus inimigos por pouco, que passam raspando sobre precipício, e hoje não há como ser diferente. Um detalhe, um lance fatal, uma jogada perfeita deve decidir o jogo.

Nestes primeiros minutos houve vários candidatos ao posto de jogada decisiva: dois chutes de Elano, um de Zé Love, uma grande chance de Léo e uma cabeçada de Durval. Da parte do Peñarol, houve belo chute cruzado.

Daqui a 45 minutos escreverei de novo. Talvez dizendo que minha tese foi perfeita, talvez dizendo que sou uma besta.

Fim do jogo. Sou uma besta. Não porque houve três gols, ou seja, três detalhes, mas porque pensei melhor e achei minha tese do lance decisivo uma bobagem.

Não foi o gol de Danilo que deu o campeonato ao Santos.

Foi também o tapinha salvador de Rafael, a saúde de Pará, os bicões de Durval, a cabeçada de Edu Dracena, a garra de Léo, a perna providencial de Adriano, a calma de Ganso, a eficiência de Elano, as boas antecipações de Arouca, o gol de Neymar, o suor de Zé Eduardo, a esperteza de Muricy. E todos os jogos e lances que fizeram o caminho do time até aqui, inclusive a conquista da Copa do Brasil.

Uma vitória não se faz apenas por um sim do time que vence, mas por vários nãos do time que perde. Os erros dos outros também contam.

São os milhões de detalhes que levam um time ao título. E o último gol, é claro, é o mais importante deles.

Agora, enquanto Pelé entra em campo, penso que ele foi o maior detalhe que já houve. Detalhe tão gigantesco que foi sempre uma sombra sobre o Santos. Mas agora não há mais sombra. O time de Neymar conseguiu a maior vitória da era pós-Pelé.

O Santos é o campeão da América do Sul. E isso não é um detalhe.
 
* Publicado na Folha de S.Paulo, em 23/06/2011.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Santos, tricampeão da Libertadores!


Em um jogo truncado, mas em que o Santos foi sempre superior ao Peñarol, o Peixe faturou o tricampeonato da Libertadores da América. O primeiro título pós-Pelé.

Parabéns, Santos! Campeão da Libertadores 2011.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Otimismo com canja de galinha



Peñarol 0x0 Santos
Copa Libertadores 2011


Confesso que achei a primeira partida da final da Libertadores menos emocionante do que esperava. Por culpa dos dois times. Não que tenha faltado aplicação dos jogadores. Faltou inspiração. E também coragem: as equipes, respeitando-se muito, não ousaram jogadas mais agudas, certamente receosas dos contragolpes. As jogadas de perigo saiam com muito custo e, no mais das vezes, não forçavam a que os goleiros Sosa ou Rafael fosse exigidos. O placar sem gols refletiu um pouco isso.

O empate, apesar de não valer o tal “gol qualificado” para a final – isto é, um empate com gols no Pacaembu não dará nenhuma vantagem ao Peñarol –, não é razão para otimismos exagerados. O time uruguaio pode, sim, senhor, sagrar-se campeão na casa do Santos. Como, inclusive, já mostrou ao Internacional, derrotado em pleno Beira-Rio. Há mesmo quem diga que o Peñarol joga melhor fora do que dentro de casa. Tem lógica: a equipe marca muito bem, usando as famosas duas linhas de quatro, e contra-ataca com rapidez, com Mier, Corujo e Martinuccio, sempre em busca do centroavante Olivera.

Em suma, o placar da primeira partida não é motivo suficiente para se alimentar otimismos exagerados. Por outro lado, o que pode fundamentar um otimismo moderado – com a precaução que exigem a humildade e a vocação ao inusitado característico do esporte bretão – é a superioridade técnica do Santos, com especialíssimo destaque a Neymar. Porém, o jovem talento da Vila precisa, mais do que nunca, superar a propensão às simulações de falta.

Ainda sobre a partida de ontem, há que se realçar a boa atuação dos reservas Bruno Rodrigo e Alex Sandro. Mostraram que, quando necessário, pode-se contar com eles. Entretanto, na partida da próxima quarta – a finalíssima –, o Peixe contará com força máxima. Retornam Jonathan, Léo, Edu Dracena e Paulo Henrique Ganso. Eis uma outra e excelente razão para mais um pouco de otimismo.

***

O hipotireoidismo de Neymar


Ronaldo, ao anunciar sua aposentadoria, tentou calar os críticos de seu físico, digamos, rechonchudo, com a alegação de que sofria de hipotireoidismo. O Fenômeno, pagando de coitado, saiu com essa, asseverando que o tratamento para a doença requeria medicamentos que configurariam doping. O que foi prontamente rechaçado por especialistas.

Na véspera de sua partida de despedida pela seleção brasileira, no programa “Bem, Amigos!”, da SporTV, o mesmo Ronaldo, agora empresário, veio com mais essa: Neymar se joga muito porque pesa míseros 47 quilos, e qualquer entrada mais forte poderia causar-lhe lesões muito sérias. Então, tá. E o Messi, pesa quanto?

O novo empresário só deixou de dizer que a fama de cai-cai é um dos componentes negativos da imagem de Neymar a ser trabalhada pela 9ine, do mesmo Ronaldo, da qual o craque santista é cliente destacado.

É engraçado como tentar mudar a realidade é bem mais complicado do que moldar a imagem em torno da mesma realidade, falseando-a. Mas, quem sabe, talvez não seja tão eficaz, tão convincente aos “consumidores” dessa imagem, por mais competente que seja a 9ine ou outras agências do tipo. Talvez, só para variar, seja útil medidas outras, que não passam diretamente por ações de mídia, tais como, sei lá, fazer regime ou tentar permanecer em pé após as disputas de lances...

***

Em tempo: não sei se Adriano – a contratação corinthiana que, segundo dizem, foi acertada por Ronaldo – também é cliente da 9ine. Mas, também no seu caso, talvez valha mais preservar-se um pouco das noitadas do que dar desculpas esfarrapadas à Patrícia Poeta ou outro jornalista desta ou daquela emissora de TV.

JFQ

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A segunda revanche ou a terceira estrela



Copa Santander Libertadores da América 2011
Final: Peñarol x Santos


Hoje à noite, no legendário estádio Centenário, em Montevidéu, Peñarol e Santos fazem a primeira partida da final da Libertadores 2011. De um lado, o time bem organizado por Muricy Ramalho, contando com o brilho do craque Neymar. De outro, a não menos bem organizada equipe de Diego Aguirre, sob a liderança do inteligente Martinuccio.

Peñarol e Santos disputam a final do torneio pela segunda vez na história, tendo se encontrado em 1962, quando o Peixe faturou seu primeiro título. Para os supersticiosos santistas, o reencontro pode significar um bom ou um mau sinal, dependendo do ângulo... e do supersticioso. Pelo lado otimista, trata-se do reencontro de um adversário já vencido em outro momento. Pelo lado pessimista, assim como o Boca Juniors conseguiu, em 2003, vingar-se da derrota para o Santos em 1963 – ano do segundo título –, também pode ser agora o momento da revanche do Peñarol.

Afora a curiosidade de, nas quatro finais disputadas, o Santos fazer duas com o Boca e outras duas com o Peñarol, o que pesa na noite de hoje é a bola jogada em campo pelos atuais meninos da Vila. Disso, acima de tudo, depende se o Peixe sofrerá uma segunda revanche ou conquistará uma terceira estrela sul-americana.

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Os riscos e as oportunidades para o Peixe

Nessa primeira partida, o Santos terá importantes desfalques: Jonathan, Léo, Edu Dracena e Paulo Henrique Ganso. Apesar da arqui-conhecida condição de craque de Ganso, da experiência de Léo ou da força do lateral Jonathan, quiçá a ausência mais relevante – dadas as circunstâncias – seja do capitão Edu Dracena, expulso na partida contra o Cerro Porteño. Isso porque o Peñarol costuma aproveitar-se muito bem dos vacilos da defesa adversária, o que, em tese, ocorre com mais freqüência quando a dupla de zagueiros não está bem entrosada. Além disso, pode pesar ainda a falta da liderança de Dracena em momentos críticos da partida. Pelo menos, nada há que se falar da capacidade técnica do substituto, Bruno Rodrigo.

Quanto aos laterais, pesa a favor do Santos o fato de Pará e Alex Sandro já virem ocupando, respectivamente, os lados direito e esquerdo com considerável constância e eficiência. Já a falta de Ganso, mesmo sendo um jogador ímpar – inclusive para a seleção brasileira –, é compensada por um esquema tático mais cauteloso, adequado para um jogo fora de casa, sob grande pressão: um meio-campo com forte viés de marcação, com Adriano mais atrás e Arouca e Danilo servindo também como puxadores de contra-ataque. Elano na ligação, Neymar e Zé Eduardo à frente, é perigo permanente à defesa uruguaia.

O Peñarol joga com duas linhas de quatro, muito forte na marcação, mas que sai com bastante velocidade nos contra-ataques. As principais jogadas ofensivas do time são pelos lados, especialmente com Martinuccio, ou bolas alçadas na área, sempre em busca do oportunista Olivera. Em jogadas assim, o Peñarol construiu suas vitórias contra o Internacional, no Beira-Rio, e contra o Vélez Sarsfield, em Montevidéu.

Em compensação, apesar da boa marcação, a equipe de Diego Aguirre também mostra falhas na defesa. Evidência disso foi o primeiro jogo contra o Vélez, quando a equipe argentina desperdiçou várias chances seguidas, o que lhe custou uma possível vitória e, quiçá, a classificação para a final. Ou seja, o Santos tem por obrigação conferir o tento sempre que as oportunidades forem criadas, já que com o Peñarol o ditado “quem não faz, toma” é quase lei. Aliás, o próprio Peñarol também mostrou que não costuma ter piedade do adversário quando surgem as chances.

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Renascimento uruguaio

Independentemente da conquista da Libertadores, a chegada do Peñarol à final soma-se à boa campanha da seleção celeste na Copa de 2010 como mostras de renascimento de um gigante histórico do futebol sul-americano e mundial. Interessante notar que esse renascimento venha com uma certa mudança de estilo do tradicional futebol uruguaio. Da mesma forma que a seleção comandada por Tabaré Vasquez, a equipe de Diego Aguirre não bate tanto, não apela tanto para a violência, ainda que se notabilize pela forte marcação. Dessa forma, preocupando-se em jogar bola e não em intimidar o adversário, o Uruguai parece ter encontrado o caminho para retornar seu lugar histórico no centro do futebol mundial.

JFQ

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Na final, Peixe deve se cuidar para não morrer na praia



Cerro Porteño 3x3 Santos
Copa Libertadores da América


O Santos classificou-se, mais uma vez, para a final da Libertadores. Com o empate obtido (após desnecessário sufoco) sobre o Cerro Porteño, por 3 a 3, o time da Vila pegará na final Vélez Sarsfield ou Peñarol, que se enfrentam hoje. Caso o adversário seja a equipe uruguaia, a final da Libertadores de 2011 repetirá o embate de 1962, quando o Peixe, contando com Pelé e um dos melhores elencos já vistos na história do futebol, faturou seu primeiro título sul-americano.

Embora o Santos esteja fazendo uma campanha inegavelmente vitoriosa, a impressão para muitos comentaristas é de que as coisas não andam lá essas coisas. Em outras palavras: vitórias obtidas no sufoco podem vir a desabar em frustrações futuras. Quiçá, na finalíssima (toc,toc,toc!).

Alguns comentaristas – como Caio Ribeiro e Carlos Alberto Torres – defendem que o time santista de agora, comandado por Muricy, em comparação com aquele empolgante escrete de 2010, é mais... equilibrado. Ou seja, muito embora pareça uma equipe mais defensiva, na verdade, o Santos de agora passa menos... sufoco (?), justamente por ter equilibrado defesa, meio e ataque. Por lógica, podemos supor que o Santos de 2010 era excessivamente ofensivo.

Outros comentaristas, como Vladir Lemos – participo desta corrente –, não veem tanto equilíbrio, mas uma postura excessivamente defensiva, mesmo. Completo o argumento com uma pergunta: o Barcelona, equipe à qual se comparava o Santos de 2010, é um time desequilibrado? Na minha modesta opinião, não. O Barça prima por um outro equilíbrio, em que a ênfase se dá na posse da bola e na ofensividade; tanto os defensores, como os articuladores atuam sob a égide dessa premissa, sem tornar o todo menos... equilibrado. Vale lembrar, claro, que o Peixe perdeu jogadores importantes, como André e Wesley, para não falar das ausências seguidas de Ganso, por conta de lesões.

Não obstante, pelo que se viu ontem, mesmo o equilíbrio à Muricy pode ser questionado. Se o time já passa por uma grande “Neymar-dependência”, na partida de Assunção, a equipe foi ainda mais dependente de Rafael, o goleiro. E por falar em equilíbrio, faltou o dito cujo, só que de natureza emocional, ao capitão Edu Dracena: bateu boca com Elano e, no fim da partida, acabou expulso por reclamação.

Ademais, coisas estranhas (algumas lamentáveis) marcaram o jogo: o técnico Muricy Ramalho foi atingido por uma pedra, atirada pela torcida; Barreto, o goleirão paraguaio (sem trocadilho), cometeu o frango mais bisonho dos últimos tempos; Zé Eduardo desencantou; a maldita luzinha, vista até na final da Champions League, em Wembley, também esteve presente no estádio General Pablo Rojas. No mais, foi uma partida emocionante, sem violência (só em campo, já que nas arquibancadas o pau comeu!) e com ótima arbitragem do colombiano Wilmar Roldán. O 3 a 3 ficou de bom tamanho, sopesando o empenho do brioso Cerro com a superioridade técnica mesclada com defensivismo do Santos.

Última observação. Muricy vem armando sua equipe com três volantes – Arouca, Danilo e Adriano – e Elano (volante de origem), um pouco mais à frente, na ligação do meio com os atacantes Neymar e Zé Eduardo. Em parte, essa opção foi determinada pela contusão de Paulo Henrique Ganso. Em parte, pela filosofia do professor, já que o “batedor” Adriano poderia dar lugar a Alan Patrick, deixando o meio com mais articulação, ou ainda com a colocação de um terceiro atacante (Maikon Leite ou Keirrisson), que poderia tornar as investidas santistas ainda mais perigosas.

De qualquer forma, vale a opção do treinador que, inclusive, tem o argumento da vitória: do seu jeito, o Peixe chegou onde chegou. Detalhe: ainda não se sagrou campeão. E, que pode morrer na praia, isso pode.

JFQ

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Otimismo, pessimismo e indefinição


Copa Libertadores da América:
Jaguares-Mex 1x0 Internacional
Nacional-Uru 2x0 Fluminense
Santos 3x2 Colo Colo-Chile


Após os jogos de ontem, há motivos de otimismo e pessimismo quanto ao futuro dos times brasileiros na Libertadores. O que não há é definição sobre quem está e quem não está classificado para próxima fase.

A pior situação é a do Fluminense. O atual campeão brasileiro, mesmo tentando determinar as ações da partida, foi derrotado para o Nacional, no Uruguai, por 2 a 0. Na última rodada, o Flu, que tem 5 pontos em 5 jogos, no Grupo 3, precisa vencer o Argentinos Juniors, na casa do adversário, e torcer para que o Nacional perca para o América, em Montevidéu. Que dureza!

Já o Internacional, mesmo com a derrota por 1 a 0 para o Jaguares, do México, só perde a vaga se sofrer uma goleada histórica para o Emelec, jogando no Beira Rio. E, mesmo assim, considerando que o Jaguares vencerá o Jorge Willstermann. Moleza!

A situação intermediária fica por conta do Santos, terceiro colocado no Grupo 5. Restam duas rodadas e o Peixe, com 5 pontos, tem à sua frente o Colo Colo, com 6, e o Cerro Porteño, com 8. Na próxima quarta, o Santos pega o Cerro, no Paraguai, e fecha sua participação na primeira fase no dia 20/4, na Vila, contra o Deportivo Táchira.

Na partida de ontem, aconteceu de tudo um pouco. Em jogo nervoso, desde o princípio, o Peixe conseguiu impor seu jogo – destaque para o jovem Danilo – e abrir uma vantagem de três gols. Contudo, a partir da expulsão de Neymar, que tomou o segundo amarelo por comemorar seu gol (um golaço, por sinal, o terceiro do time) colocando uma máscara, o Santos perdeu de vez a cabeça. Em seguida, após entrevero envolvendo o santista Zé Eduardo e o chileno Scott, os dois foram expulsos. Até mesmo Elano, que já havia sido substituído, tomou cartão vermelho por jogar uma toalha no banco de reservas do adversário. Elano, com isso, desfalca o Peixe contra o Cerro Porteño.

Além das expulsões, o Santos quase viu uma vitória dada como certa ir por água abaixo. Aos 36 e aos 41 minutos da etapa complementar, o Colo Colo reagiu, mas não conseguiu evitar a derrota: Santos, 3 a 2.

***

Muricy assume o Peixe


A partida contra o Colo Colo foi a última do Santos sob o comando de Marcelo Martelotte. Doravante, Muricy Ramalho, que assistiu à partida de ontem das tribunas da Vila Belmiro, assume o time com missão idêntica à que tinha no Fluminense: fazer com que seu time consiga uma difícil classificação às oitavas da Libertadores.

Há quem diga que o estilo Muricy, apesar de sobejamente vencedor, não se coaduna com a vocação santista de jogar bonito e para frente. Talvez. No entanto, como se viu ontem, falta ao Santos equilíbrio. Em todos os sentidos, inclusive emocional.

Se Muricy privilegia o aspecto defensivo, também não se pode dizer que anule possibilidades ofensivas de suas equipes. Não se pode aventar, por exemplo, que Muricy anulará o potencial de Neymar, fazendo-o marcar atrás ou impedindo que o jogador arrisque lances mais ousados à frente. A principal mudança deve ser no meio-campo, com maior ênfase na marcação. Jogadores como Adriano e Rodrigo Possebon têm boa oportunidade de mostrar serviço e, caso o façam convincentemente, ganhar uma vaga no time titular. Porém, para maiores especulações, há que se considerar o retorno de Arouca, ainda afastado por contusão.

JFQ

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ah, é Pernambuco!

Santa Cruz 1x0 São Paulo


Quem esperava uma apresentação de gala do São Paulo, após o jogo histórico de domingo, contra o Corinthians, foi surpreendido pela força pernambucana que tomou o Mundão do Arruda, em Recife. Apesar da superioridade técnica dos jogadores são-paulinos, o ex-lateral do time paulista e hoje técnico do Santa Cruz, Zé Teodoro, foi brilhante na armação do seu escrete.

O Santa, que vem muito bem no campeonato estadual, simplesmente não deixou o Tricolor atacar. Lucas, quiçá pela primeira vez depois de ser taxado como grande “promessa” do futebol brasileiro, sofreu marcação à altura de seu novo status. Everton Sena foi um carrapato em Lucas durante os 90 minutos de jogo (fora os acréscimos). Ótima leitura de Zé Teodoro, que, ao perceber o relevante papel de Lucas no ataque são-paulino, anulando-o, prejudicando sobremaneira as investidas do adversário. O trabalho defensivo foi completado por uma zaga compacta, um verdadeiro muro contra o qual Dagoberto e Fernandinho pelejaram para transpor, em vão.

Rivaldo, que foi vaiado e aplaudido pela torcida do seu ex-clube, apesar de não ter jogado mal, também não foi decisivo. Carpegiani – mesmo depois de ter um jogador a mais, após expulsão de Leandro Souza – não abdicou da formação com três zagueiros e dois volantes.

Do lado do Santa, destaque para o meia-atacante Gilberto. Habilidoso e criativo, Gilberto importunou a zaga tricolor várias vezes, dando bons passes ou investindo ele próprio contra o gol de Rogério Ceni.

O Santa Cruz foi superior e mereceu o resultado. Apesar do gol da vitória ter sido contra, oriundo de uma infelicidade de Rodrigo Souto que, ao tentar jogar a bola para escanteio, empurrou-a para as próprias redes.

Na partida de volta, o time pernambucano pega o São Paulo podendo empatar ou até perder por um gol de diferença, desde que também marque. Outra tarefa duríssima para a equipe do Morumbi.

Na partida de ontem, destaque também para a torcida do Santa Cruz, que incentivou o time do começo ao fim. Pulando e gritando “ah, é Pernambuco!”, a torcida foi um espetáculo à parte. Fez uma merecida festa pela atuação do Santa, enfim, em boa fase, após longo período de declínio.

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Cruzeiro e Inter bem na Libertadores

Pela Libertadores, Cruzeiro e Internacional asseguraram a liderança – no caso do time mineiro, também a classificação antecipada para a segunda fase – dos respectivos grupos.

O Inter bateu o boliviano Jorge Wilstermann, no Beira Rio, por 3 a 0. Já o Cruzeiro, passou pelo paraguaio Guaraní, por 2 a 0, em Assunção.

JFQ

quinta-feira, 24 de março de 2011

Guerreiros em seu “Dia D”



Sofrido, dramático. São os melhores adjetivos para qualificar a partida do Fluminense, ontem, no Engenhão, contra o mexicano América. Caso não vencesse – até mesmo um empate seria considerado um resultado desastroso –, o Tricolor carioca estaria praticamente eliminado da Libertadores, logo na primeira fase. No entanto, apesar dos tropeços e da angústia, eis que os guerreiros das Laranjeiras mostraram sua força. Pode-se dizer que foi o “Dia “D do Flu na Libertadores: “D” de Digão e de Deco, os principais nomes da partida, por uma razão ou por outra.

O Flu, comandado pelo técnico interino Ederson Moreira, foi sempre ofensivo, mas sem muita eficiência, além de deixar buracos na defesa. Buracos, diga-se de passagem, muito bem aproveitados pelo América, perigosíssimo nos contra-ataques. Além disso, nomes de peso do Fluminense como Fred, Emerson e Conca, apesar de estarem em campo, notadamente jogaram aquém de sua melhor forma física e técnica. E Mariano, responsável por bons ataques pelo lado direito, foi substituído no decorrer da partida, após sentir o joelho esquerdo. Seria mais um caso da falta de “estrutura” das Laranjeiras?

Em meio ao desespero – e à tentativa vã de mostrar capacidade de evitá-lo – o time do Flu partiu para cima de forma atabalhoada. Em um desses ataques, a bola foi interceptada por defensor mexicano, que deu um chutão de cinquenta metros à frente, culminando na trombada coletiva entre o zagueiro Digão, o goleiro Ricardo Berna e o atacante Sanchez. Berna não conseguiu segurar a bola, que sobrou livre para Sanchez marcar o primeiro.

Na iminência de terminar a etapa inicial atrás no placar, o Fluminense foi para cima com mais afoiteza ainda. Mas deu resultado: após bola alçada na área, Gum acertou a cabeçada e empatou a partida.

A tônica do segundo tempo não foi muito diferente: o Fluminense partido para a pressão e o América aproveitando os contra-ataques. Deco entrou no lugar de Mariano, machucado, e Souza passou à lateral direita. Moreira ainda promoveu as entradas de Araújo e Rafael Moura, nos lugares de Julio César e Emerson.

Aos 27, em mais uma infelicidade de Digão, o zagueiro tricolor empurrou a bola para dentro ao tentar interceptar chute de Sanchez, o algoz tricolor da noite. Para fazer justiça ao zagueiro, pelo que tudo indica, a bola entraria com ou sem a sua participação.

O Tricolor teria aproximadamente quinze minutos para virar a partida. Tarefa para verdadeiros guerreiros. E eles se apresentaram.

Foi quando brilhou a estrela de Deco. O “luso-brasileiro”, após boa jogada pela direita, cruzou a bola na medida para a cabeçada de Araújo: 2 a 2. Aos 42, ele próprio, aproveitando-se de vacilo do arqueiro Novarrete, que saiu mal, marcou o gol com um toquinho por cobertura, dando números finais à partida: Fluminense 3x2 América.

Com 5 pontos, o Tricolor, que começara a rodada sob a ameaça de eliminação precoce, agora é o esperançoso terceiro colocado do Grupo 3, com um ponto a menos que o segundo, o próprio América, e dois atrás do líder Argentino Juniors. Restando duas partidas para terminar a primeira fase – ambas a serem jogadas fora de casa, contra Nacional e Argentino Juniors – não se pode dizer que seja uma situação privilegiada. Porém, perto do vexame que se desenhava, está para lá de bom.

JFQ

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mais um empate em casa



Libertadores 2011Fluminense 0x0 Nacional-URU

O Fluminense penou contra o Nacional de Montevidéu, ontem, no Engenhão. Com desfalques importantes (Fred, Emerson, Deco) e sem jogadores de qualidade para reposição, o Flu tentou de todas as formas furar a zaga uruguaia. Em vão.

O técnico Muricy Ramalho escolheu uma formação inicial que privilegiava a proteção da defesa e a supremacia no meio-campo. Em compensação, com Araújo, Tartá e Souza no banco, o tricolor carioca perdeu em velocidade.

O time começou com um 3-5-2 que pressupunha o acionamento constante dos laterais (no caso, alas). O problema é que Carlinhos não estava bem – foi, inclusive, hostilizado pela própria torcida durante boa parte do jogo – e Mariano só conseguiu se soltar no segundo tempo. Quando o fez, foi o melhor jogador da partida.

No primeiro tempo, o Flu tinha mais volume de jogo, mas oferecia pouco – ou nenhum – perigo à meta do goleiro Burian. A partir do meio-campo, a bola era sempre levada pelos pés pouco criativos de Diguinho e Valência. Conca, vindo de cirurgia, estava claramente à busca de um melhor ritmo de jogo.

Dos três zagueiros, Gum e Leandro Eusébio permaneceram mais plantados atrás, restando a Digão algumas subidas esporádicas à frente. No ataque, Rafael Moura ficou muito isolado e Marquinhos pouco fez na nova função como um segundo atacante.

Tanto o goleiro do Fluminense, Ricardo Berna, como o do Nacional, Burian, pouco trabalharam no primeiro tempo. Aos poucos, o time uruguaio foi se soltando nos contraataques. Mas não soube se aproveitar de mais um mal dia da equipe carioca e de certo desespero em resolver a partida, já que estava em casa.

No segundo tempo o Fluminense melhorou. Com a entrada de Tartá no lugar de Valência, o time de Muricy ganhou em movimentação. A bola passou a chegar mais a Rafael Moura. O lateral direito Mariano passou a apoiar com perigo.

Aos 26 minutos, porém, veio o susto: o atacante do Nacional, Garcia, aproveitando-se de um contra-ataque, passou por toda a zaga do Flu, mas perdeu o gol “feito”.

Aos 27, Muricy colocou Araújo no lugar de Digão. Além de mudar esquema tático, voltando à formação com 2 zagueiros, o Flu ficou com 3 atacantes: Araújo pela esquerda, Tartá pela direita e Rafael “He Man” Moura como centroavante. O tricolor aumentou a pressão, utilizando-se mais os lados do campo. Praticamente todo o restante da partida se deu na intermediária do Nacional.

Aos 35, veio a última substituição: Souza no lugar de Marquinho. A pressão continuou, mas sem finalizações precisas. O 0 a 0 deixou o Fluminense com apenas dois pontos na classificação do grupo, em dois jogos em casa. Agora, pega o América, do México, fora.

Destaque para mais uma boa arbitragem do paraguaio Carlos Amarilla.

***

Vitória do Internacional


Jogando no Beira-Rio, o Colorado passou pelo Jaguares, do México, por 4 a 0. O nome do jogo foi o volante argentino Mario Bolatti, que marcou dois gols. Além dele, Leandro Damião e o campeão sub-20 Oscar marcaram.

O time gaúcho não contou com D’Alessandro, contundido.

JFQ

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Ninguém segura a Raposa



Cruzeiro 4x0 Guarani-PAR

O Cruzeiro mostrou mais uma vez que é sério postulante ao título da Libertadores. Não que o adversário – o Guarani, do Paraguai – fosse lá essas coisas, mas a postura da Raposa, repetindo o que já se vira contra o Estudiantes, é de quem está levando o torneio muito a sério.

Além da postura, a equipe mineira também mostrou bom futebol. Principalmente do meio para a frente, desde a coordenação das jogadas por Roger, passando pela ligação de Montillo, até os atacantes. Estes, por sua vez, vivem um bom momento de competição interna. Wallyson, em ótima fase, marcou dois gols. O argentino Farias, que entrou no lugar de Wellington Paulista, também fez o dele. E Thiago Ribeiro, tentando retomar a condição de titular, acertou um belo chute de fora da área. Seja qual for a dupla titular, é certo que Cuca terá boas opções no banco.

A Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, vem se tornando a Bombonera cruzeirense. A torcida em cima não deixa o time se desligar da partida.

Que venha o tão falado Tolima!
JFQ

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Locomotiva azul



Cruzeiro 5x0 Estudiantes

Desde o início da partida, o Cruzeiro pareceu uma locomotiva desenfreada para cima do Estudiantes. Sabe-se lá o quanto a sede de vingança pela derrota na final da Libertadores 2009, em pleno Mineirão, pesou no empenho de seus jogadores. O fato é que deu pena do craque Verón diante da voracidade da Raposa, em noite inspiradíssima de Roger e Montillo.

A equipe de Cuca impôs um jogo eletrizante. O gol de Wallyson, logo nos primeiros segundos, foi a senha para o sofrimento que acompanharia a equipe argentina. O atacante, aliás, foi até mais participante e perigoso no ataque do que Wellington Paulista, em tese, o matador do time mineiro.

Fábio trabalhou pouco. Não somente pelo ímpeto ofensivo do Cruzeiro, mas pela eficiência defensiva, com destaque para as atuações do zagueiro Gil e do volante Marquinhos Paraná. Gilberto também esteve muito bem na lateral esquerda, posição na qual volta a se acostumar.

Após o primeiro gol, o Cruzeiro recuou e Estudiantes começou a esboçar ataques, sempre iniciados dos pés de Verón. O que o Estudiantes não contavam era com a ineficácia dos manjados lançamentos do carequinha argentino e, especialmente, com a surpreendente eficiência dos contra-ataques cruzeirenses.

Justamente em um contra-ataque, Montillo encontrou Roger na frente, que driblou e acertou um belo chute de direita no canto. Em seguida, o próprio Montillo se encarregou de destroçar seus compatriotas do Estudiantes com dois belos gols: o primeiro, após ótimo passe de Roger; o segundo, em um belíssimo chute de fora da área. Wallyson, por fim, deu números finais ao baile da Raposa.

Roger esbanjou nos lançamentos, quase sempre perfeitos. Já o Estudiantes, mostrou, além da fragilidade na defesa, excessiva dependência de Verón, sempre procurado pelos companheiros.

Não só pelo placar – contra um adversário poderoso, pelo menos no papel –, mas pelo entrosamento e pela vontade demonstrada em campo, o Cruzeiro se credencia como seríssimo postulante ao tricampeonato da Libertadores.

Destaque negativo para a frágil segurança do estádio de Sete Lagoas e positivo para a atuação firme de Carlos Amarilla.

***

Burocrático e sonolento

Deportivo Táchira 0x0 Santos

Burocrático e sonolento são os melhores adjetivos para definir a partida de estreia do Santos na Libertadores. Jogando em San Cristóbal, na Venezuela, contra o fraco Deportivo Téchira, o Peixe postou-se em campo sem a ousadia dos seus meninos. A propósito, os santistas deste ano já não são mais tão meninos, a começar pelo principal articulador de jogadas: Elano.

Adilson Batista montou uma equipe cautelosa e mais pesada, mantendo Maikon Leite e Zé Eduardo no banco. Em compensação, escalou os campeões do Sul-Americano sub-20 Neymar e Danilo, e colocou o lateral esquerdo Alex Sandro no segundo tempo, no lugar de Léo.

O Santos, apesar nitidamente superior tecnicamente ao Táchira, foi, digamos, extremamente respeitoso. O goleiro Rafael praticamente só assistiu à partida. Além disso, a dupla sub-20 do Peixe demonstrou o cansaço pela campanha vitoriosa no Peru, especialmente Neymar, sempre muito caçado em campo. Danilo até mostrou boa movimentação na ala direita – o titular Jonathan está contundido –, mas não logrou êxito em produzir jogadas, talvez pela ausência de Maikon Leite, que vem jogando muito bem por aquele setor.

Destaque para Rodrigo Possebon, volante vindo do Manchester United, que mostrou firmeza na marcação, cobrindo as saídas mais à frente de Arouca, ainda fora de forma. Elano abusou dos lançamentos a Neymar e Diogo, sem muito proveito. Diogo, apesar de presente próximo à área do Táchira, não ofereceu qualquer perigo ao goleiro adversário, sendo substituído no segundo tempo por Zé Eduardo. O garoto de Promissão, porém, também não entrou bem no jogo.

Apesar da nítida superioridade técnica do time, o Santos conseguiu apenas chutar uma bola na trave do Táchira – bate-rebate em que a bola sobrou para Danilo, na pequena área –, e ainda tomou um pequeno sufoco no final da partida.

O empate sem gols foi o resultado mais apropriado pela qualidade do futebol demonstrado pelas duas equipes.

***

A estreia dos gaúchos

Mantendo a fase do gauchão, o Inter, atual campeão da Libertadores, empatou com o Emelec, no Equador, por 1 a 1. Empate com sabor de derrota, já que o Colorado vencia a partida quando tomou o gol nos acréscimos.

Já o Grêmio passou fácil pelo Oriente Petrolero, da Bolívia, por 3 a 0, no Olímpico.

JFQ

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Correndo atrás



Libertadores 2011
Fluminense 2x2 Argentinos Juniors


O espírito da Libertadores – muita garra e pressão quando se joga em casa, muito sangue frio e doses cavalares de catimba quando se joga fora – é uma espécie de veneno-remédio aos times brasileiros. Especialmente quando o adversário é argentino, tarimbadíssimo em cultivar tal espírito.

Pode-se dizer que o Fluminense de Muricy Ramalho – cuja carreira de treinador o coloca como especialista em pontos corridos, mas frágil em torneios mata-mata – foi vítima do remédio que procurou dosar a si próprio. Foi vítima do tal espírito de Libertadores.

Doutor Sócrates – sempre recorro a ele – é enfático na tese de que o futebol, acima de tudo, é um jogo psicológico, além da técnica e da tática. Creio que a Libertadores seja o campeonato em que esse âmbito do jogo seja ainda mais forte. Principalmente se tomarmos equipes nada brilhantes técnica e taticamente que conquistaram o título nos últimos tempos, como LDU e Once Caldas. Em suma, para ser campeão da Libertadores não é indispensável uma equipe brilhante, mas, sim, o tal espírito de Libertadores. O que, por exemplo, o Boca Juniors tinha de sobra e o Corinthians sempre confundiu com obsessão.

Voltando ao Flu, ao tricolor das Laranjeiras não faltou garra, pressão, enfim, o tal espírito, na partida contra o Argentino Juniors. Em contrapartida, o adversário esbanjou catimba e capacidade de conter o ímpeto adversário. Além de se aproveitar muito bem das falhas do Fluminense, haja vista os dois gols de cabeça do baixinho Niell, de 1,62m. Do lado do Flu, Rafael Moura demonstra que está em grande fase, não pelo futebol brilhante – o que nunca teve –, mas pelo oportunismo em colocar a bola para dentro do gol. Aliás, característica igual a do aposentado Washington, de quem Moura herdeu o lugar.

JFQ

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O redivivo “faz-me rir”



Libertadores 2011
Tolima 2x0 Corinthians


Na época em que ficou mais de duas décadas sem ganhar um título, o Corinthians ganhou dos adversários a alcunha de “faz-me rir”. Depois do vexame de ontem, quando foi eliminado da Libertadores antes mesmo de chegar à fase de grupos, o “faz-me rir” parece ter renascido das cinzas e incorporado a equipe alvinegra em campos colombianos. A eliminação – conseguida com todos os “méritos”, diga-se de passagem – é um dos maiores vexames dos últimos tempos no Parque São Jorge. Diria que só não é maior que o rebaixamento, em 2007. A propósito, penso que a lamentável partida de ontem encerra um ciclo que denomino “fase gaúcha do Timão”, iniciada com Mano Menezes e continuada – bem ou mal... mais mal do que bem – por Adilson Batista e Tite. Além dos técnicos – Tite não deve permanecer –, boa parte do elenco deve se desfazer e, por conseguinte, um certo padrão de jogo até agora estabelecido.

Na partida de ontem, o Corinthians jogou melhor do que na primeira, no Pacaembu. O que não quer dizer muita coisa, já que a partida do Pacaembu foi simplesmente horrorosa. Mesmo “melhor”, o time tomou sufoco no primeiro tempo, por pouco não levou um gol com menos de dois minutos, e conseguiu iniciar uma investida pelo comando da partida somente no final da etapa inicial. No segundo tempo, o Corinthians começou bem, impondo-se, criando chances de conclusão, até que tomou o primeiro gol em mais uma “linha burra” mal feita por sua zaga. Aliás, seria injustiça se em 180 minutos (no Pacaembu o recurso também foi exaustivamente utilizado) o time não tomasse um gol por falha na tentativa de deixar o adversário impedido. Eis uma das principais falhas da equipe atual: com a saída de William, Leandro Castan, que não é mau jogador, não tem o entrosamento necessário com Chicão para executar a “linha burra” com mínima segurança. Some-se a isso que os laterais – que também participam da linha – também estão fora da melhor forma: Alessandro está lento; Fábio Santos, que substituiu Roberto Carlos, mais desentrosado ainda que Castan.

Após o gol de Santoya, aos 21 do segundo tempo, Tite colocou Danilo e Ramirez nos lugares de Dentinho e Paulinho. A tentativa de colocar um jogador “cerebral” para coordenar jogadas no meio (Danilo) e outro para carregar e tabelar na entrada da área (Ramirez) foi frustrada pela súbita expulsão do peruano no seu primeiro lance. Com um jogador a mais, o time colombiano, que já tinha boa presença no meio-campo e lançava bem seus atacantes nas costas dos laterais, passou a deitar e rolar.

Abre parênteses. Não se deve atribuir a “Cochito” Ramirez a pecha de “Felipe Melo do Timão”. O peruano fez uma grande bobagem – bastante parecida com a reação de Leonardo na Copa de 94, com menos violência –, um ímpeto gerado pelo nervosismo do momento. É certo que prejudicou a equipe, mas não foi o responsável, assim como o péssimo gramado do estádio de Ibagué, pelo fiasco corinthiano. Fecha parênteses.

Aí veio, na minha modesta opinião, a maior falha de Tite: na tentativa colocar um jogador que incomodasse a defesa adversária, considerando as poucas opções no elenco, tirou Fábio Santos e colocou Edno. Resultado: Edno não produziu nada (que novidade!) e o Corinthians tomou o segundo gol, feito por Medina, aos 33 da etapa complementar, em jogada construída pelo lado esquerdo. Uma perguntinha aos corinthianos: você se lembra de alguma partida em que Edno entrou e “resolveu”? Pergunta complementar: Bruno César, por pior que esteja, não foi uma das revelações do campeonato paulista (no Santo André) e do brasileiro em 2010 e já não resolveu alguns jogos pelo Timão? Portanto, o que explica que Tite não o tenha colocado em um jogo de tamanha importância como o de ontem, preferindo Edno? Hipótese: a recorrência de Bruno César em chutar de fora da área – o que faz muito bem e fez muita falta nas duas partidas –, incomodou Ronaldo que, veladamente, o chamou de fominha pela imprensa; logo, Ronaldo praticamente induziu Tite a tirar o meia e montar um time “Ronaldo-dependente”. De qualquer forma, essa escolha de Tite, bem como o vexame, ajudam a explicar o porquê de hoje já se falar em Carlos Alberto Parreira no Parque São Jorge.

No mais, Jorge Henrique foi o mesmo jogador esforçado (e ponto), Dentinho e Jucilei, irreconhecíveis, Ronaldo, estático. Infelizmente, quanto ao “Fenômeno”, a frase de um diretor são-paulino, que na época queimou a língua, vem a calhar neste instante: Ronaldo parece um ex-jogador em atividade. Vale dizer, a aposentadoria de Ronaldo está marcada para este ano; quiçá, ele a anuncie em muito, muito breve.

O presidente Andrés Sanchez, em tempos de revolta contra presidentes nos países árabes, no Vasco e sabe-se lá mais onde, precisa também colocar suas barbas de molho. Se as saídas de Elias e William já eram previstas, bem como as intermitências de Ronaldo como titular, o clube demorou muito para começar a repor o elenco. Liedson chegou, Cristian deve chegar. Um pouco tarde, não é?!

Olhando para frente, caso seja mesmo encerrada a “fase gaúcha”, o Corinthians, considerando as novas contratações, tem condições de montar uma boa equipe. Até mesmo com o 4-2-3-1 almejado por Mano, mas sem as peças necessárias na ocasião: a dupla sertaneja Cristian e Ralf como volantes; Dentinho, Bruno César e Jorge Henrique na linha de 3 do meio; Liedson na frente; atrás, laterais mais fixos, mais apropriado a Alessandro e Roberto Carlos.

Olhando para hoje, aguente-se os palmeirenses, felizes com a liderança do Paulistão conquistada também ontem, na vitória de 1 a 0 sobre o Mirassol, e mais felizes ainda pelo Tolima lhes dar uma resposta às provocações requentadas por fiascos passados (Asa de Arapiraca, Goiás). E é justamente contra o Palmeiras, no próximo domingo, que o Corinthians, hoje na parte baixa da balança, poderá mostrar que a crise iminente será logo contornada. Ou não.

JFQ


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Salve o Corinthians!


Libertadores 2011

Corinthians 0x0 Tolima


“Salve o Corinthians, o campeão dos campeões”: assim começa o hino do mais popular clube paulista. O início do hino corinthiano parece bem oportuno após o primeiro jogo do time na Libertadores 2011. Porém, para agonia dos seus torcedores, neste instante o “salve” não corresponde à interjeição, no sentido de saudação, mas ao modo imperativo do verbo “salvar”. Quiçá os corinthianos estejam dizendo “salve o Corinthians” em suas orações a São Jorge. A coisa está feia.

Libertadores é Libertadores, um torneio difícil, que requer, além da aplicação técnica e tática, determinação e garra acima da média. Exatamente nisso o Corinthians surpreendeu anteontem, na péssima partida contra o time colombiano do Tolima. Surpreendeu menos pela bolinha jogada pelos corinthianos – a propósito, o mau futebol já fora observado nas partidas contra o Bragantino e contra o Noroeste, pelo Paulistão –, do que pela total ausência do espírito guerreiro, fundamental a quem postula o título sul-americano; no caso do Corinthians, um título inédito e, para muitos, objeto de verdadeira obsessão. Quer dizer, não nessa partida, quando o que se viu foi quase um desdém em relação ao torneio, uma homenagem à preguiça, à falta de talento e de coordenação em campo.

O fato é que o 0x0 contra o Tolima – que poderia ter sido 1x0 para o adversário, caso o bandeirinha não tivesse assinalado erroneamente um impedimento que resultaria em gol – torna o Timão candidato seríssimo ao “efeito Mazembe”, sentido pelo Internacional no último Mundial de Clubes. Assim como as semifinais do Mundial de Clubes, a tal pré-Libertadores é tomada pelas equipe brasileiras como uma espécie de “etapa protocolar”, joguinhos preparatórios para o que realmente interessa: a fase de grupo e demais fases eliminatórias. Só que o Corinthians, assim como o Inter, pode aprender que não é bem assim. Do jeito mais doloroso, pode se convencer de que a classificação não está dada de antemão, que a eliminação súbita é possível. Agora, então, não chega sequer a ser zebra.

Desde o princípio da partida, o Corinthians foi um time apático, estático, sem criatividade, sem ofensividade, enfim, sem futebol. O Tolima marcou muito bem no meio-campo e na sua defesa – o que não explica, por si só, a incapacidade do time brasileiro em marcar um golzinho sequer – e explorou perigosamente os espaços nas costas dos laterais, especialmente de Alessandro, beneficiado ainda pela excessiva utilização da chamada “linha burra” pelo Timão. No caso, mais burra e perigosíssima!

Jogadores como Dentinho e Jucilei estiveram irreconhecíveis: o primeiro, destituído da capacidade de drible que lhe é peculiar; o segundo, errando passes e prendendo demasiadamente a bola. Jorge Henrique e Bruno César, apesar de mostrarem empenho, também não desencantaram. Bruno César, inclusive, que chuta muito bem de fora da área, deixou de utilizar esse recurso, bastante apropriado em razão da compacta defesa colombiana, talvez por conta da bronca que levou na partida contra o Noroeste, quando foi veladamente taxado de fominha. Roberto Carlos, tentando mostrar experiência, mostrou insegurança. Taticamente, apesar de, no papel, ter mantido o 4-3-3, vários problemas vêm se acentuando: a falta de entrosamento deixando buracos na zaga, a perda de movimentação no meio depois da saída de Elias, bem como de Dentinho e Jorge Henrique, que voltavam para um primeiro combate pelas laterais e deixaram de fazê-lo. Um outro problema, talvez mais psicológico do que propriamente técnico ou tático, é a “Ronaldo-dependência”: não há opção para o gol a não ser pelos pés do "maior artilheiro de todas as Copas".

Lamentações à parte, por incrível que pareça, o empate em 0 a 0 pode não ter sido de todo ruim para o Corinthians. Em primeiro lugar, porque, como já dito, o Tolima marcou um gol legítimo, anulado pela arbitragem. Segundo, porque, sem tomar gols em casa, classifica-se com qualquer empate com gols.

No entanto, se repetir a péssima atuação do jogo no Pacaembu, o Corinthians, muito provavelmente, passará o resto do ano tentando se explicar do vexame e, sob pressão constante, será alertado pela Fiel, jogo a jogo, da obrigação em buscar a vaga para a Libertadores 2012.

***


Liverpool 2x2 Grêmio


Apesar de também ter empatado, o Grêmio está em uma situação mais tranquila que o Corinthians. Joga em casa e se classifica com empates por 0 a 0 ou 1 a 1. No entanto, também é bom manter as barbas de molho. O time do Liverpool é aguerrido, como de praxe entre as equipes uruguaias, e se classifica com uma vitória simples.

JFQ

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Conmebol divulga datas e horários dos jogos da Taça Libertadores

A Conmebol divulgou nesta terça-feira a tabela completa, com datas e horários, da Taça Libertadores de 2011. Entre os times brasileiros já confirmados na fase de grupos, a primeira estreia é do Fluminense, que joga às 22h no dia 9 de fevereiro (uma quarta-feira), em casa, contra o Argentinos Juniors. Se o Corinthians passar pela fase prévia (que terá partidas nos dias 26 de janeiro e 2 de fevereiro), entrará em campo também no dia 9 de fevereiro.


Fase prévia:

26/01 (quarta-feira), 22h - Corinthians x Deportes Tolima-COL
26/01 (quarta-feira), 22h - Liverpool-URU x Grêmio
02/02 (quarta-feira), 22h - Deportes Tolima-COL x Corinthians
02/02 (quarta-feira), 22h - Grêmio x Liverpool-URU

Grupo 2:

17/02 (quinta-feira) - Liverpool-URU ou Grêmio x Oriente Petrolero-BOL
24/02 (quinta-feira), 23h45m - Junior Barranquilla-COL x Liverpool-URU ou Grêmio
03/03 (quinta-feira) - Liverpool-URU ou Grêmio x León de Huánuco-PER
15/03 (terça-feira), 17h - León de Huánuco-PER x Liverpool-URU ou Grêmio
05/04 (terça-feira) - Liverpool-URU ou Grêmio x Junior Barranquilla-COL
14/04 (quinta-feira), 22h45m - Oriente Petrolero-BOL x Liverpool-URU ou Grêmio

Grupo 3:

09/02 (quarta-feira), 22h - Fluminense x Argentinos Juniors-ARG
23/02 (quarta-feira), 21h50m - Fluminense x Nacional-URU
02/03 (quarta-feira), 21h50m - América-MEX x Fluminense
23/03 (quarta-feira), 21h50m - Fluminense x América-MEX
06/04 (quarta-feira), 21h45m - Nacional-URU x Fluminense
20/04 (quarta-feira), 21h50m - Argentinos Juniors-ARG x Fluminense

Grupo 5:

15/02 (terça-feira), 22h45m - Deportivo Táchira-VEN x Santos
02/03 (quarta-feira), 19h30m - Santos x Cerro Porteño-PAR ou Deportivo Petare-VEN
16/03 (quarta-feira), 19h30m - Colo Colo-CHI x Santos
06/04 (quarta-feira), 21h45m - Santos x Colo Colo-CHI
13/04 (quarta-feira) - Cerro Porteño-PAR ou Deportivo Petare-VEN x Santos
20/04 (quarta-feira), 19h30m - Santos x Deportivo Táchira-VEN

Grupo 6:

16/02 (quarta-feira), 22h - Emelec-EQU x Internacional
23/02 (quarta-feira), 19h30m - Internacional x Jaguares-MEX ou Alianza Lima-PER
16/03 (quarta-feira), 19h30m - Jorge Wilstermann-BOL x Internacional
30/03 (quarta-feira), 21h50m - Internacional x Jorge Wilstermann-BOL
06/04 (quarta-feira) - Jaguares-MEX ou Alianza Lima-PER x Internacional
19/04 (terça-feira), 20h15m - Internacional x Emelec-EQU

Grupo 7:

09/02 (quarta-feira) - Corinthians ou Deportes Tolima-COL x Guaraní-PAR
16/02 (quarta-feira), 22h - Cruzeiro x Estudiantes-ARG
22/02 (terça-feira), 19h15m - Cruzeiro x Guaraní-PAR
23/02 (quarta-feira), 21h50m - Estudiantes-ARG x Corinthians ou Deportes Tolima-COL
02/03 (quarta-feira) - Corinthians ou Deportes Tolima-COL x Cruzeiro
16/03 (quarta-feira), 21h50m - Cruzeiro x Corinthians ou Deportes Tolima-COL
30/03 (quarta-feira) - Corinthians ou Deportes Tolima-COL x Estudiantes
31/03 (quinta-feira), 19h30m - Guaraní-PAR x Cruzeiro
13/04 (quarta-feira), 21h50m - Estudiantes-ARG x Cruzeiro
13/04 (quarta-feira), 21h50m - Guaraní-PAR x Corinthians ou Deportes Tolima-COL


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Definidos os jogos da fase prévia e os grupos da Libertadores 2011

Fase Prévia

Jogo 1: CORINTHIANS (BRA) x Tolima (COL)
Jogo 2: Jaguares (MEX) x Alianza Lima (PER)
Jogo 3: Cerro Porteño (PAR) x Dep.Petare (VEN)
Jogo 4: Union Española x Bolívar (BOL)
Jogo 5: Independiente (ARG) x Dep.Quito (EQU)
Jogo 6: GRÊMIO (BRA) x Liverpool (URU)

Grupos

Grupo 1: U.San Martin (PER) / Libertad (PAR)/ Once Caldas (COL)/ San Luis (MEX)

Grupo 2: Junior Barranquilla (COL)/ Oriente Petrolero (BOL)/ Léon de Huánuco (PER)/ Venc. Jogo 6 

Grupo 3: Argentino Jrs. (ARG)/ Nacional (URU)/ FLUMINENSE (BRA)/ América (MEX)

Grupo 4: Caracas (VEN)/ Un.Católica (CHI)/ Velez Sarsfield (ARG)/ Venc. Jogo 4

Grupo 5: SANTOS (BRA)/ Colo Colo (CHI)/ Dep.Táchira (VEN)/ Venc. Jogo 3

Grupo 6: INTERNACIONAL (BRA)/ Jorge Wilstermann (BOL)/ Emelec (EQU)/ Venc. Jogo 2

Grupo 7: Estudiantes (ARG)/ Guaraní (PAR)/ CRUZEIRO (BRA)/ Venc. Jogo 1

Grupo 8: LDU (EQU)/ Peñarol (URU)/ Godoy Cruz (ARG)/ Venc. Jogo 5