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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Internazionale é campeã da Liga dos Campeões da Europa


A Internazionale de Milão conquistou a Liga dos Campeões da Europa 2009-2010. Com ela, a tríplice coroa, já que também faturou neste ano a Copa da Itália e o Campeonato Italiano, pelo 5º ano consecutivo.

A Inter sagrou-se campeã da Europa após 45 anos de espera. Da última vez que havia levantado a taça, na temporada 1964-65, o gol da vitória contra o Benfica foi do brasileiro Jair da Costa. Ou seja, não é novidade a participação de brasileiros nos títulos europeus desse clube milanês.

Júlio César, Maicon, Lúcio e Thiago Motta foram fundamentais na conquista da terceira Liga da Inter. Os dois primeiros, há mais tempo no clube, participaram de todos os títulos da fase vitoriosa iniciada com o campeonato italiano de 2005-06; diga-se de passagem, um título que “caiu no seu colo”, após descoberta de manipulação de resultados pela Juventus.

É cada vez mais comum ouvir declarações de comentaristas que consideram Júlio César o melhor goleiro do futebol mundial atualmente. A conquista da Liga e a participação muitas vezes decisiva de Júlio César tendem a fazer com que essa concepção beire ao consenso. O que será fatal caso o Brasil conquiste a Copa.

Também Maicon chegou ao ápice de sua carreira jogando, ao mesmo tempo, no time italiano e na seleção brasileira. Não se trata apenas de um ala forte e veloz, mas de um jogador que alia tais características a uma técnica mais e mais apurada e um desempenho tático fundamental, tanto no papel de defensor como no de apoio ao ataque.

Lúcio provou que ainda é um grande zagueiro, vencendo justamente seu ex-clube, o Bayern de Munique, que o dispensara em 2009 por conta de uma renovação do elenco.

Thiago Motta, por sua vez, mostrou-se um defensor implacável – às vezes, exageradamente –, importantíssimo na marcação, a maior característica da Internazionale do técnico José Mourinho.

A propósito, há que se louvar o competentíssimo treinador português, vitorioso na Inter como nos tempos de Porto e de Chelsea. O grande mérito de Mourinho foi tornar o elenco “italiano” – na verdade, não há um só jogador italiano no time titular – em um time, uma equipe que sabe jogar em conjunto. Aliás, eis a missão que terá no Real Madrid: fazer com que um elenco galáctico se torne uma equipe.

Além dos brasileiros, os argentinos foram essenciais à campanha campeã da Inter. Tanto os defensores – Samuel, Cambiasso e o veternano capitão Zanetti – como a grande estrela da final, o atacante Diego Milito, autor dos dois gols.



Merecem menção também o camaronês Eto’o – mais tático, jogando para o time, e menos técnico e habilidoso que nos tempos de Barcelona – e o ótimo meio-campo holandês Sjneider, importantes peças para as conclusões a gol, feitos por eles próprios ou em assistências, especialmente a Milito.

Enfim, a Internazionale foi, com todos os méritos, a legítima campeã européia desta temporada. A vitória por 2x0 sobre um esforçado, mas desarticulado Bayern – em grande parte pela ausência de Ribery e pelo dia sem brilho de Robben – foi apenas a gota d’água de uma estupenda campanha. Só para lembrar, a Inter despachou os poderosos Chelsea, nas oitavas, e Barcelona, nas semifinais.

Se servir de alento à seleção brasileira, em comum com a concepção de Dunga, o time de Mourinho estrutura-se primeiramente na defesa, formando uma barreira praticamente intransponível, em que Eto’o começa a marcar na frente, Cambiasso e Thiago Motta formam uma parede no meio, assim como Samuel e Lúcio mais atrás, terminando nas mãos seguras de Júlio César. Em suma, um time em que todos se aplicam na marcação, mas que também sabe atacar – especialmente, contraatacar – com muita rapidez, utilizando a velocidade de Maicon nas subidas, e a presença Eto’o e Milito próximos à área adversária.

Em tempo: ainda nas quartas de final, previ que a Inter seria a campeã. É só pesquisar aqui no blog.

JFQ

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Enfim, o jogo de Madri

Internazionale de Milão e Bayern de Munique fazem a final da Liga dos Campeões da Europa no próximo dia 22 de maio, em Madri.

O Bayern passou pelo medíocre Lyon, a bem do futebol, com 3 gols do croata Olic, em pleno campo do adversário. No jogo de ida, com um golzinho sofrido do ótimo Robben, o time de Munique vencera em casa por 1x0. Nesta partida, aliás, perdeu Ribery, expulso. Pior: não contará com o francês também para a partida final em Madri. Grande prejuízo.
A Internazionale, adversária do Bayern, tem um time mais consistente. Prova disso foi a maneira até certo ponto imponente com que enfrentou o fortíssimo Barcelona, tecnicamente o melhor time do futebol mundial. Após vitória em Milão por 3x1, a Inter passou pelo Barça em um suado jogo de ataque contra defesa. O time catalão, muito leve e rápido, chegava a todo momento com a bola bem tramada, caindo para os lados, especialmente à direita com Daniel Alves. As finalizações vinham na forma de cruzamento ou enfiadas para a entrada de quem vinha de trás, especialmente Pedro e Messi. Porém, a defesa montada por José Mourinho mostrou-se praticamente intransponível. Vale dizer que Julio César, na minha opinião, o melhor goleiro do mundo hoje, foi muito menos acionado do que se esperava. Em que pese a defesa espetacular que fez após chute de Messi no cantinho.

No sistema de Mourinho, todos os jogadores têm responsabilidade de defender e, como se não bastasse a presença de especialistas no assunto como Cambiasso, Zanetti, Maicon, Lúcio e Samuel, até mesmo o “guepardo” camaronês Eto’o participou ativamente da defesa, sempre voltando para marcar. Essa disciplina tática mostrou-se fundamental para o sucesso dos italianos, levando-se em conta além de mais que a Inter jogou com 10 praticamente o jogo todo, após a expulsão do brasileiro Thiago Motta.


Reforço aposta que já havia feito há tempos (é só conferir nas postagens anteriores sobre a Liga): este ano a taça vai para a Internazionale.
 
JFQ

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Os jogos de ida nas semifinais da Liga dos Campeões

Após os jogos de ida das semifinais da Liga dos Campeões da Europa, a impressão que se tem sobre os quatro competidores restantes é a seguinte: um time excepcional, pego de surpresa, mas plenamente capaz de obter a classificação em casa (Barcelona); um time muito bom, com um ótimo treinador, e capaz de despachar o franco favorito e levantar o caneco (Internazionale); um time de razoável a bom, extremamente dependente de seu craque holandês (Bayern Munique); e um time medíocre, medroso e que já foi longe demais no torneio (Lyon).

Na partidaça entre Inter e Barcelona, em Milão, foi possível constatar que o time espanhol joga realmente um futebol bonito, envolvente e bastante ofensivo. Porém, também se viu que não é imbatível. Para contê-lo, o adversário precisa de grande aplicação tática na marcação e atenção total durante toda a partida. Feito isso, como toda equipe tão propensa ao ataque, o Barcelona evidencia fragilidades na sua defesa. Toque final, portanto: ter um bom contra-ataque. Mas não é para qualquer um conter jogadores como Messi, Xavi, Pedro, Dani Alves, Ibrahimovic. E a Inter mostrou-se brilhante nessa dura missão, com destaque para os brasileiros. Não digo só os queridinhos de Dunga – Júlio César, Maicon e Lúcio –, mas também Thiago Motta que, digamos, mostrou nesse jogo a boa marcação que caracterizou o próprio Dunga em seus tempos de jogador.

Na partida de Munique, Bayern e Lyon – na minha opinião, inferiores tanto a Inter como a Barça – fizeram uma partida, se não burocrática, chata. A emoção vinha do empenho do time da casa, especialmente do craque do time, o holandês Robben, frente a uma equipe sem qualquer vergonha de jogar feio ou até mesmo não jogar nada. O Lyon foi tão covarde que se recusou a partir para cima mesmo com um jogador a mais. Já o Bayern, além de Robben, tem dois outros jogadores que fazem diferença: Schweinsteiger e o francês Ribery. Porém, este último, expulso, não jogará a partida de volta, na França.

JFQ

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A Liga dos Campeões Chega às Semifinais




Após os últimos resultados da Liga dos Campeões da Europa – Barcelona (ou Messi) 4x1 Arsenal, CSKA 0x1 Internazionale, Lyon 0x1 Bourdeaux, Manchester United 3x2 Bayern de Munique – foram definidas as semifinais do torneio: Barcelona x Internazionale e Bayern de Munique x Lyon. Mesmo com as derrotas, Bayern e Lyon classificaram-se por conta dos resultados obtidos nos primeiros jogos.

Emoções e futebol-arte da melhor qualidade não faltaram. As emoções ficaram por conta do Bayern que, em plena cidade de Manchester, vingou-se do balde de água fria da final da Liga de 1999, quando perdeu o título para o mesmo adversário nos últimos minutos da partida. Desta vez, o United, contando com Rooney mesmo contundido, fez logo 3x0: um gol de Gibson e dois do português Nani. Falando nisso, Nani marcou um gol de letra e de placa, fenomenal. Brasil, cuidado na Copa: Portugal não é só Cristiano Ronaldo! Ainda no primeiro tempo, o Bayern fez um gol e, aos 29 minutos do segundo tempo, o francês Ribery cobrou o escanteio e o holandês Robben marcou, de primeira, o gol da classificação. Também um golaço. O time alemão se valeu no maior número de gols marcados na casa do adversário.

O futebol-arte, ou melhor, o show, ficou por conta do excepcional Barcelona e do não menos excepcional Messi. A impressão é de estarmos presenciando um daqueles momentos históricos do futebol em que um time e um jogador fora de série despontam. Não vi o Santos de Pelé, mas, guardadas as devidas proporções, vi o Flamengo de Zico, o São Paulo de Raí, o Milan de Gullit e Van Basten, a Seleção Brasileira de muitos craques e do mestre Telê. O Barça de Messi entra para esse rol histórico, a merecer sorridentes lembranças futuras em quem teve a felicidade de assistir-lhe.

JFQ

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Rodada da Liga dos Campeões da Europa

Bayern 2x1 Manchester United, de virada, com gol no último minuto. Bobeira feia da zaga do time inglês. Além do placar, o United sofreu um prejuízo talvez ainda maior com a contusão de Wayne Rooney. Aliás, a bruxa parece estar mesmo solta na Inglaterra: não bastasse o escândalo conjugal envolvendo Bridge e o ex-capitão Terry, e a contusão de Beckham, agora é o principal atacante – quiçá, o principal jogador do English Team –, que se machucou com certa gravidade. Por sorte, a previsão para a volta de Rooney é de apenas um mês. Para azar do Manchester, está fora da próxima partida, que é decisiva. Para sorte da seleção inglesa, a lesão não tira Rooney da Copa. Mas é certo que a seleção de Sua Majestade está precisando de um ingredientezinho bem brasileiro: uma boa sessão de descarrego. Ainda que mínima, o Bayern leva uma vantagem a Manchester. Contudo, apesar dos pesares, ainda acredito que o United, jogando em casa, leva a vaga para as semifinais.
O Lyon levou a melhor no clássico francês: 3x1 sobre o Bourdeaux. Resultado difícil de ser revertido, apesar do gol feito fora de casa. Com todo respeito aos franceses, essa me parece uma disputa para ver quem será eliminado na próxima fase. Pelo que tudo indica, será o Lyon.
O melhor jogo tinha mesmo que ser o do campeão mundial e, de fato, o melhor time do mundo neste momento. O Barcelona de Xavi, Iniesta, Ibrahimovic e, sobretudo, de Messi começou arrasador contra o Arsenal. Em pouco tempo já fazia 2x0 no time londrino. O Arsenal mostrou diante de sua torcida que é um bom time e tem capacidade de reação. Arrancou um empate: 2x2. Mas ficou a impressão de que, jogando em casa, o Barcelona só perde a vaga se houver um desastre daqueles. Ainda mais porque Fabregas também sofreu uma lesão, no perônio, e só volta a jogar na Copa.

Fechando a rodada, a Internazionale venceu o CSKA da Rússia, em Milão, por magro 1x0. De qualquer forma, o gol do argentino Milito garante a vantagem no jogo de volta. E não ter tomado gol em casa é outra grande vantagem para o time de Júlio César, Maicon e Lúcio. Já disse e repito: a Inter será campeã. Com Barça e tudo.

JFQ


sexta-feira, 19 de março de 2010

Liga dos Campeões Chega às Quartas

A Liga dos Campeões da Europa chega às quartas de final. Não valesse só pelos grandes jogos, equipes, jogadores, etc., o torneio também interessa a quem disputa a Libertadores da América. Afinal, os campeões de ambos os certames estarão no Mundial da FIFA, no fim do ano, em Dubai.

O caminho menos complicado parece ser o da Internazionale de Milão, com todo o respeito ao russo CSKA. Lyon e Bourdeux fazem o clássico francês e, como se sabe, clássico é clássico. Os outros dois jogos prometem ser muito bons: Bayern de Munique x Manchester United e Arsenal x Barcelona.

O melhor time, no papel e em campo, é o Barcelona, atual campeão europeu e mundial. A princípio, é o favorito. Além do endiabrado Messi, Xavi e Iniesta compõem hoje, quiçá, o melhor meio-campo do mundo (segura a Espanha na Copa!). Além deles, nosso Daniel Alves e a revelação Pedro vêm jogando muito.

O Arsenal também tem o seu espanhol bom de bola, Fabregas, que articula a maioria das jogadas do time londrino (de novo: segura a Espanha na Copa!). Além de outros bons jogadores, como o francês Gallas, o russo Arshavin e o holandês Van Persie.

No Manchester United, destaque para o furacão Rooney, em ótima fase. No Bayern, o holandês Roben vem tendo participações decisivas nos jogos, mas o time passa aos trancos e barrancos, como na disputa contra a modesta Fiorentina, em que o time de Munique passou graças a gol em que Klose estava impedido.

Para não perder o costume dos palpites – já disse que o Corinthians será campeão da Libertadores, o Santos, do Paulista e o Botafogo, do carioca e da Copa do Brasil –, antevejo em minha bola de cristal: a Inter dos brasileiros Júlio César, Maicon e Lúcio, assim como do camaronês Eto’o, dos argentinos Zanetti e Milito, e do treinador português José Mourinho, depois de longa data, voltará a faturar o título maior do Velho Continente.

A conferir.

JFQ

quinta-feira, 11 de março de 2010

Pitacos da Última Rodada

Os Meninos Globettroters da Vila



Está certo que o Naviraiense (MS) não era lá um grande adversário, mas os 10 x 0 aplicados pelo Santos foi fantástico. Ou, como diriam em outras épocas: “santástico”! Não só pelo placar – “5 vira, 10 acaba”, como diriam os peladeiros –, mas, principalmente, pela exibição primorosa dos novos meninos da Vila. Foi uma sucessão de gols, cada qual mais bonito que o outro. Exibição digna dos Harlem Globettroters, eu diria. Aliás, esses virtuosos jogadores de basquete, que não disputam competições, fazendo “apenas” jogos de exibição, também não enfrentam adversários muito difíceis. O que não lhes tira o brilho das jogadas, assim como a capacidade de produzir brilho nos olhos de quem assiste.

No caso do Santos, ontem, tal qual os Globettroters demonstram o quão belo pode ser o jogo de basquete, Neymar, Ganso, Robinho e companhia mostraram como pode ser encantador o futebol. Além de trazerem com sua juventude o velho espírito artístico, sem deixar de ser competitivo, do futebol brasileiro. Diga-se de passagem, algo que ocorre de tempos em tempos na Vila: no Santos de Robinho e Diego, no Santos de Pita e Juari, no Santos de Coutinho e Pelé. No Santos, sempre Santos!


Copa do Brasil

Além do show do Peixe, o Fluminense também se classificou contra o Confiança: vitória por 2 x 0 em pleno Maracanã.

Até o momento, a Copa do Brasil caminha sem zebras. Nenhum Asa de Arapiraca deu o ar da graça por enquanto.

Libertadores

Da mesma forma, os times brasileiros, que não vêm mostrando brilho na Libertadores, pelo menos caminham sem muita dificuldade rumo à classificação para as oitavas. É claro, há que se ponderar que o torneio mal começou. Porém, os adversários, com uma ou outra exceção – o Velez, no grupo do Cruzeiro, por exemplo –, não assustam tanto.

Ontem, o Flamengo de Pet e Vagner Love passou pelo Caracas por 2x1, em terras venezuelanas. Destaque para Love, autor dos dois gols do Mengo. Destaque negativo para a torcida do Caracas, que agrediu flamenguistas no estádio. Lamentável, além de anacrônico: não dá mais para aceitar fatos assim como normais, componentes do “espírito guerreiro” dos sul-americanos ou lorotas do tipo.

Já o Corinthians, a reboque do principal jogador, Ronaldo, não jogou nada. O que não o impediu de sair de Bogotá com um importante ponto e a liderança do grupo. O 1x1 contra o Independiente de Medellin foi justo e um prêmio a Dentinho, que costuma ser muito produtivo quando entra. Ficam duas dúvidas para Mano Menezes, uma complementando a outra: 1) o Corinthians joga melhor no 4-3-3 do que no 4-4-2; e, 2) o melhor companheiro para Ronaldo e Jorge Henrique no ataque parece mesmo ser Dentinho.

Campeonato Paulista

Apesar da vitória, o Palmeiras parece incapaz de sair da maré ruim que o aflige desde o ano passado. Vitória por 3 x 2 contra o Sertãozinho, no sufoco. Detalhe: o adversário é o lanterna do campeonato!

Para quem pensava que o Palmeiras, por “não estar preocupado com a Libertadores”, seria o favorito para faturar o Paulistão – tese que sempre refutei –, agora constata a séria possibilidade de não ver o time entre os quatro classificados para as semifinais.

Minha intuição diz que Corinthians, São Paulo e Santos estarão lá – e o Peixe tornou-se favoritíssimo para o título. No entanto, a vaga que seria “cadeira cativa” do Verdão, deve ser alvo de boa disputa entre Botafogo de Ribeirão Preto, São Caetano e Santo André.

Liga dos Campeões da Europa


Os ingleses impõem novamente sua força na Liga dos Campeões da Europa. Não bastasse a goleada do Arsenal sobre o Porto (5x0), o Manchester United despachou o Milan de Ronaldinho Gaúcho por 4x0. Lembrando que o time inglês já havia vencido o jogo em Milão por 3x2. Mais uma vez, destaque para Wayne Rooney, em fase espetacular.

Outro fiasco ficou por conta dos “neogaláticos” do Real Madrid, com realce para a ausência de futebol de Kaká, que deu chilique ao ser substituído. Fica a torcida para que o futebol de Kaká não suma durante a Copa. A propósito, considerando Kaká e Robinho os únicos “fora de série” do Brasil, teremos a seleção com o elenco mais mediano (ou seria medíocre?) das últimas Copas. Não obstante, conseguirmos, paradoxalmente, os melhores resultados dos últimos tempos. Detalhe: resultados obtidos antes da Copa.

Jesus! Como fala essa mulher!


Caroline Celico, a bela esposa de Kaká, é a fã número 1 do jogador. Mas a incontinência de elogios a favor do marido e as reações contra os críticos de Kaká parecem fugir ao controle de Caroline, que também é pastora evangélica. Há algum tempo, ela havia dito em um culto, transmitido pela TV, que se o Real Madrid tinha dinheiro suficiente para levar Kaká era porque Deus o havia colocado lá. E eu, que ignorava essas aplicações financeiras do divino investidor!

Agora, furiosa com a substituição do marido no jogo contra o Manchester, Caroline escreveu o seguinte sobre o técnico do Real, Manuel Pellegrini, em seu twitter: “Técnico covarde sempre tira um jogador cobrado para tentar tirar o foco da própria incompetência”. Jesus! Se cuida, Dunga!

Talvez seja o caso de Kaká conversar com a esposa, tentando conter-lhe o ímpeto. E, quiçá, nas suas preces, rogar: “Deus, perdoai, ela não sabe o que diz”.


JFQ